Mulheres estão mais propícias a infartos após a menopausa

dra aline akiko intra

Milhares de pessoas morrem vítimas de doenças cardiovasculares no mundo, aproximadamente 17 milhões por ano, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). As doenças cardiovasculares atingem todo o sistema circulatório incluindo as artérias coronárias que fornecem sangue para o coração. De acordo com a OMS, esses problemas são uma das maiores causas de mortes no Brasil, com 360 mil casos anuais. Cerca de 30% dos casos de infarto tem mulheres como vítimas. Estudos constataram que elas têm uma chance maior de morte depois do primeiro ataque cardíaco.

Os fatores de risco para doença coronariana, independente do sexo, são: diabetes, tabagismo, hipertensão, idade, dislipidemia (aumento de gordura no sangue) e a predisposição familiar. Os sintomas não se diferem entre os dois sexos, sendo a dor precordial (aperto do lado esquerdo do peito), o principal deles.

Segundo a Dra. Aline Akiko, cardiologista do Hospital Daher, o impacto da diabetes, do tabagismo e da hipertensão para o desenvolvimento de doença coronariana é muito evidente nas mulheres. “O tabagismo e o diabetes chegam a aumentar de 5 a 7 vezes a chance de uma mulher enfartar. Existem vários estudos mostrando que as mulheres diabéticas, hipertensas e tabagistas têm uma predisposição maior de enfartar do que os homens com esse mesmo quadro clínico”. A menopausa, também, é um dos principais fatores ligados ao aumento da incidência de doença coronariana em mulheres após os 60 anos, pois é um período de mudanças no qual a mulher diminui a produção de estrógeno, um importante hormônio protetor feminino. Com a queda dos hormônios ocorre conjuntamente aumento das gorduras no sangue, e a retenção de líquidos no organismo e com isso, há uma chance maior de hipertensão, dislipidemia  e diabetes.

"Na prevenção das doenças cardiovasculares é fundamental a prática de exercícios físicos, ter uma alimentação saudável, evitar o excesso de sal e gordura, e ir ao médico regularmente, ou seja, uma melhora no estilo de vida. Estudos mostram que a modificação dos hábitos previne mais de 80% dos eventos coronarianos”. Recomendações da cardiologista, que ainda ressalta a importância da vida saudável desde a infância para uma melhor eficácia na prevenção de doenças coronarianas.