Homens ainda são resistentes quando o assunto é saúde

 

dr. ricardo brasil

Muitos homens ainda resistem em fazer uma consulta com um médico, mesmo quando necessário. Por falta de tempo ou por mero descuido eles evitam procurar os doutores deixando de lado o mais importante, o cuidado com a saúde. Alguns só recorrem aos médicos quando o estado de saúde se agrava.

Alguns homens têm receio em procurar um médico para dar início a tratamentos ou até mesmo para fazer uma consulta rotineira. Estudos apontam que o preconceito e a vergonha dificultam essa relação mantendo os homens distantes dos consultórios, dados divulgados pelo Centro de Referência da Saúde do Homem, órgão da Secretaria de Estado da Saúde, na zona sul de São Paulo.O estudo ainda diz que mensalmente mais de 1,5 mil homens só procuram ajuda médica quando o quadro de saúde está avançado necessitando de um procedimento  mais rigoroso.

Hoje em dia, a situação ainda é parecida, mas não igual, pois alguns já têm iniciativa em procurar auxílio médico, outros, não querem demonstrar fraqueza e acabam evitando o contato. O Dr. Ricardo Brasil, psiquiatra do Hospital Daher afirma que é possível que exista esse pensamento machista de acreditar que seria sinal de fragilidade procurar ajuda médica. “Eu acredito que possa existir esse pensamento machista, porém, creio que o componente mais significativo seria a falta do hábito de buscar ajuda e ausência da cultura de fazer exames preventivos”, diz o médico.

A falta de costume em se consultar interfere na relação homem e médico e isso piora quando o assunto é o cuidado com a saúde urológica, que trata diretamente da intimidade masculina, porém, alguns já reconhecem a importância e a necessidade da prevenção e logo procuram o atendimento especializado.

Segundo o Dr. Ricardo, um dos fatores que inibem a ida dos homens aos consultórios talvez seja a falta de divulgação e alertas sobre a importância de acompanhamento médico. “Há a necessidade de criação de campanhas educativas abordando este tema. Uma boa estratégia seria, por exemplo, fazer ações dentro dos hospitais convidando os jovens homens a fazerem exames preventivos e de forma mais ampla, incluir massivamente nos meios de comunicação campanhas com esse tema”, sugere.