A Rinoplastia ou Cirurgia do Nariz tem como objetivo modelar a pirâmide nasal, esta estrutura anatômica ímpar que colocada no centro da face se relaciona esteticamente com todas as outras estruturas vizinhas, exercendo um papel fundamenta na harmonia do rosto.

Às vezes, pequenos detalhes de posicionamento, ângulo do nariz com o lábio superior, largura dos ossos nasais, uma ponta grossa ou uma pequena giba (dorso alto), combinados ou isoladamente, podem gerar uma desarmonia na beleza facial, da mesma forma que, corrigidos às vezes em pequenos detalhes, podem transformar um rosto de feio e desproporcionado a bonito e exuberante, ou simplesmente mais bonito.

É uma das cirurgias menos invasivas do arsenal da cirurgia plástica, pois é praticada em área mínima e mexe muito pouco com a economia do corpo do paciente. Por outro lado, sob o ponto de vista técnico é de longe a mais sofisticadas das cirurgias estéticas.

Rinoplastias: atualmente, os enxertos de silicone, ossos ou cartilagem são amplamente utilizados nas rinoplastias. Os de cartilagem são os preferidos sendo retirados de preferência do septo nasal, orelha e mais raramente, das costelas.

Para se obter o máximo resultado possível daquele determinado nariz, um grande número de variáveis anatômicas e técnicas, podem gerar uma infinidade de diferentes opções para o programa operatório. É portanto uma cirurgia para médicos dedicados ao tema e experimentados.

É preciso entender que cada caso, ou seja, cada tipo de nariz tem um potencial próprio máximo. Isto significa que o resultado que o cirurgião pode obter, depende fundamentalmente do material, do nariz que ele está trabalhando. Em outras palavras o cirurgião não está trabalhando uma peça de cera onde ele pode esculpir o que quiser. Ele está condicionado àqueles tecidos vivos daquele nariz e sua arte reside em obter o máximo resultado que este material pode dar, sob o ponto de vista estético e funcional. Existem portanto limites. Esta cirurgia ocorre por dentro das narinas sendo as cicatrizes invisíveis.

A rinoplastia é classificada como a “rainha das cirurgias”. Embora pouco invasiva, necessita conhecimentos e técnicas sofisticadas. Os resultados imediatos, mesmo que muito bons, podem sofrer alterações no decorrer dos primeiros 14 meses, podendo haver indicação de ações complementares.

Em certas circunstâncias especificas temos necessidade de cicatrizes externas que, ainda assim são imperceptíveis. Isto ocorre quando é necessária a redução das asas nasais, quando fazemos pequenos enxertos de cartilagem na columela, ou ainda quando se praticar a técnica chamada de rinoplastia aberta que exige uma pequena incisão transversal na columela.

No pós-operatório, normalmente não se coloca tampões nas narinas como antigamente. A cirurgia de nariz, pode (e deve) ser associada à correção do desvio de septo nasal e esta associação é freqüente. O cirurgião plástico convocará um otorrino para acompanha-lo se julgar que as deformidades funcionais o exigem.

Embora tenhamos visto outras especialidades anunciando profissionais que fazem rinoplastia, achamos isto temerário. A cirurgia plástica deve ser realizada por cirurgião plástico. E no caso das rinoplastias, há que ser um cirurgião plástico devotado à área posto que constituti quase que uma sub especialidade, e nunca um especialista de outra área.

O pós operatório exige um pequeno molde de gesso ou placa que permanecerá até o 8º ou 10º dia de pós operatório.

Os pacientes devem estar informados de que esta cirurgia, pode necessitar algum ato operatório complementar tardio, com uma freqüência maior que as outras cirurgias devido ao a distorções que podem surgir em médio e longo prazo, prejudicando o resultado obtido no pós operatório imediato. Isto ocorre às vezes devido ao processo cicatricial que pode distorcer a posição das cartilagens e dos tecidos moles, e ainda a cicatrização óssea que pode formar pequenas irregularidades.

Estas distorções são próprias da natureza da cirurgia e da reação de cada organismo humano. Este ato operatório complementar geralmente é de pequeno porte e serve para ajustar estas eventuais imperfeições em busca do resultado melhor possível.

É uma cirurgia bonita, seja sob o ponto de vista técnico seja pela possibilidade de surpreendentes resultados e sem a desvantagem de cicatrizes aparentes, o que só ocorreria nos casos de cirurgias reparadoras como traumas ou tumores.

A alta hospitalar ocorre 24 horas após a cirurgia e a liberação para as atividades totais, (exceto exercício físico e exposição ao sol), 8 a 10 dias após a cirurgia. A liberação para tudo inclusive para esportes e exposição ao sol, 30 dias após a cirurgia.

Implantes Nasais – Vídeo

Rinoplastia Aberta – Vídeo

Rinoplastia Fechada – Vídeo