Estresse pode ser combatido – Jornal da Comunidade -01/08/09

Considerado um fator de risco para diversas doenças, o estresse manifesta-se de várias maneiras. Insônia, enxaqueca, depressão, taquicardia, cefaleia e explosões de raiva por qualquer motivo são alguns dos sintomas associados. Entre os principais fatores desencadeantes, pode-se destacar: os conflitos internos, perdas, frustrações, excesso de trabalho, instabilidade financeira, responsabilidades em casa, violência e baixa autoestima. Um estudo realizado na Suécia mostra que o estresse em alto grau pode dobrar o risco de diabetes tipo 2 em homens. De acordo com o psiquiatra Ricardo Brasil Martins, do Hospital Daher, a resposta do organismo ao estresse é bastante individualizada e depende das características da pessoa e do meio em que ela vive. “Uma mesma situação pode estressar uma pessoa e não afetar a vida de outra”, afirma o psiquiatra. Portanto, a maneira como cada indivíduo controla o estresse é que vai determinar a vulnerabilidade do organismo às doenças e distúrbios. Ricardo Brasil enfatiza que o estresse em si não deve ser considerado algo ruim. “Na verdade, ele é uma condição fisiológica normal e faz parte do desenvolvimento do organismo para a manutenção da vida. Para fugir ou lutar contra o agente estressor, o corpo libera diversas substâncias e hormônios, principalmente a adrenalina. Com isso, são comuns a falta de ar, dores de cabeça, taquicardia, aumento da pressão arterial, sudorese, irritação, alterações intestinais e tensão muscular. As reações fisiológicas, se exageradas em intensidade ou duração, podem levar a um desequilíbrio e o estresse torna-se crônico”, alerta. Assim, surgem alterações psicológicas, como ansiedade, sensação de medo, nervosismo, alteração do apetite, distanciamento social, aumento de consumo de chá, café, cigarro e bebidas alcoólicas.  Tratamento  Existem diversas maneiras de tratar, controlar e aliviar o estresse. “É fundamental identificar a causa do problema para amenizar ou suavizar os sintomas”, diz o psiquiatra Ricardo Brasil. O tratamento se baseia em exercícios físicos, terapias de relaxamento, terapias cognitivas, entre outras. Em alguns casos, pode ser necessário o uso de medicamentos, principalmente em casos de ansiedade e depressão. Segundo o especialista, as terapias ajudam o paciente a controlar os problemas causadores desse estado emocional. Ricardo também recomenda a prática de atividades físicas para redução de tensão muscular e cansaço crônico. Procure uma atividade que proporcione prazer, como ginásticas aeróbicas, ioga, natação e caminhadas; aprenda a identificar e administrar as situações que possam gerar desgaste emocional; diminua o nível de cobranças consigo mesmo (a) e com os outros. Quanto à alimentação, procure itens saudáveis, que ajudam na reposição de nutrientes perdidos durante os períodos de tensão. Uma dieta desequilibrada favorece o aumento do colesterol, da pressão arterial e causa gastrite. O cardápio deve ser rico em cereais integrais, vegetais e frutas. Por fim, evite o consumo de álcool, cafeína e cigarro. Doenças psicossomáticas estão entre os principais sintomas
 
Considerada uma doença psicológica pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o estresse é um grande fator de risco para o desenvolvimento de patologias, segundo apregoa o reumatologista Gustavo de Paiva, do Hospital Brasília. Entre os principais problemas relacionados ao estresse estão as doenças cardiovasculares, como AVC (acidente vascular cerebral), enfarte do miocárdio, trombose, maus hábitos alimentares e hipertensão. Além disso, ocorre maior predisposição ao aparecimento de doenças psicossomáticas, como dores de cabeça, sensações de vertigem, prisão de ventre ou diarreia e contrações musculares. “Há diminuição da qualidade de vida, com redução dos sentimentos de bem-estar, e os relacionamentos geralmente são afetados”, comenta Gustavo de Paiva. Disfunções sexuais, como impotência, ejaculação precoce, frigidez e falta de líbido são consequências comuns.

De acordo com o reumatologista, muitas doenças cutâneas também são desencadeadas pelo estresse. O forte componente emocional destas afecções precipitam ou agravam patologias como vitiligo, eczema, alergias, acne e herpes. Gustavo Paiva recomenda que aqueles indivíduos que sentem cansaço físico permanente, fadiga, insônia e esgotamento procurem ajuda especializada, incluindo o acompanhamento psicológico, para verificar se esses sintomas não correspondem a nenhuma doença orgânica.

Ansiedade e pânico

Os transtornos psicológicos estão bastantes associados ao estresse, que, em muitos casos, culmina em ansiedade patológica, síndrome do pânico e fobias, segundo explica o médico Gustavo Silveira, clínico geral do Hospital Daher. “Qualquer preocupação vira um ‘problemão’ para os portadores de estresse. Às vezes, um sentimento de apreensão chega a ser tão forte que a pessoa acorda e vai dormir ansiosa”. Tanta ansiedade vem comumente acompanhada de sono agitado, coração acelerado e dores musculares. Vale citar, ainda, o estresse pós-traumático, que manifesta-se após uma experiência traumática. “Quem passa por uma situação dessas sofre com perturbações psíquicas. Muitos pacientes apresentam um quadro de depressão profunda decorrente do incidente sofrido”, declara o psiquiatra Ricardo Brasil. Colaborou a estagiária Hellen Lopes

Confira aqui a matéria publicada

  

]]>

schedule

Agende a sua consulta no Hospital Daher

1 Comentário. Deixe novo

  • Eu já tive duas crises, que ocorreram após um longo período de estresse sem relaxamento que ocasionou perda de sono e de apetite. Após a crise eu entrei em um estado de desânimo, me sentia inutil. Além de que fiquei paranoica com muitas coisas.
    Em consultas com psiquiatras, já recebi o diagnóstico: 1- Inicio de Ezquizofrenia. 2- Depressão Psicótico. 3 Depressão atípica.
    Eu considero que meu problema é que eu me estresso muito e não consigo relaxar, nem desabafar com ninguém. E vira uma bola de neve que leva meu sono, minha fome, minha vontade de agir e minha paciência com as coisas da vida.
    Atualmente faço uso de LEXAPRO 10 mg e estou \”desmamando\” do risperidona 1mg, tomando meio por dia.
    Faço psicoterapia e a psicoterapeuta, ao contrário dos psiquiatras, acha que eu não preciso me medicar pro resto da vida.
    Tentei entrar em contato com a psiquiatria do hospital daher, mas não consegui.
    Atualmente estou sem acompanhamento psiquiátrico, pois me consultava no hospital do paranoá e a médica pediu exoneração. Hoje pego receita de remédio no posto de saúde e apenas continuo o uso do medicamento desde a última consulta que foi em janeiro.
    Gostaria de saber o contato para agendamento de consultas, pois tenho indicações do Dr. Ricardo e gostei de sua matéria.

    Responder

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Preencha esse campo
Preencha esse campo
Digite um endereço de e-mail válido.
Você precisa concordar com os termos para prosseguir

Post anterior
Especialistas recomendam check-ups anuais para controle e prevenção-Jornal da Comunidade – 1/08/09
Próximo post
Dores crônicas aumentam no inverno – Jornal da Comunidade – 09/08/09

Youtube Daher

Notícias Daher

share

Compartilhe:

mails

Receba nossas novidades:

    Menu

    Olá! Nosso site utiliza cookies para melhorar a sua experiência. Para saber como alterar as configurações de cookies do seu navegador, clique aqui.

    Se continuar navegando, entenderemos que você concorda com nossos termos de uso, política de privacidade e política de cookies.

    Abaixo, você pode escolher que tipo de cookies você permite neste site. Clique no botão "Salvar configurações de cookies" para aplicar sua escolha.

    FuncionaisNosso site usa cookies funcionais. Esses cookies são necessários para permitir que nosso site funcione.Ao continuar navegando, entenderemos que você concorda com nossos termos de uso, política de privacidade e política de cookies.

    AnalíticosNosso site utiliza cookies analíticos para possibilitar a análise e otimização para fins de usabilidade.

    Mídias sociaisNosso site coloca cookies de mídias sociais para mostrar a você conteúdo de terceiros, como YouTube e FaceBook. Esses cookies podem rastrear seus dados pessoais.

    PropagandaNosso site coloca cookies de publicidade para mostrar anúncios de terceiros com base em seus interesses. Esses cookies podem rastrear seus dados pessoais.

    OutrosNosso site coloca cookies de terceiros de outros serviços que não são analíticos, de mídias sociais ou de publicidade.