Comer com os olhos leva a excessos e ao ganho de peso- 08/08/12

O tubo digestivo começa na boca, passa pelo esôfago, pelo estômago e pelas várias partes do intestino, até chegar ao ânus. Quando falamos em sistema digestório, incluímos ainda órgãos como o pâncreas e o fígado, que produzem substâncias usadas na digestão. Acontece que os órgãos que fazem a digestão não trabalham sozinhos na hora da digestão. O sistema nervoso, com os estímulos que vêm principalmente pelos olhos e pelo nariz, já nos prepara para uma refeição.

 Eles abrem o apetite – às vezes, até demais – e é por isso que corremos o risco de ter o olho maior que a barriga e exagerar na comida. Esse foi o tema do Bem Estar desta quarta-feira (8), com a participação do endocrinologista Alfredo Halpern e do psiquiatra Adriano Segal. Nós exageramos quando comemos não por necessidade, mas apenas por prazer. Comer com os olhos nada mais é que comer quando já está saciado, e acontece sempre com algum alimento que atrai mais. A melhor maneira de evitar esse tipo de alimentação compulsiva é se manter sempre saciado. As fibras, presentes em verduras, frutas e alimentos integrais, são as mais eficazes para dar essa sensação. A gordura faz o contrário, porque interfere com a parte do cérebro que regula a saciedade. Quando uma pessoa come muita gordura, ela não se sente saciada e tende a comer mais para se satisfazer. Essa pessoa então vai comer mais do que deveria, e por isso corre o risco de engordar.

Comer na rua
Comer fora de casa é uma tendência mundial, e no Brasil não é diferente. Em apenas seis anos, a parcela das despesas gasta em restaurantes passou de um quarto para um terço do orçamento reservado para a alimentação, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Pesquisas mostram que mais de 80% do consumo de arroz, feijão e frutas dos brasileiros acontece dentro de casa. O número é o contrário quando falamos de salgadinhos fritos, assados ou industrializados, assim como das bebidas alcoólicas. Em outras palavras, a comida caseira tende a ser mais saudável do que a que se come fora.

Isso acontece também porque a saúde não é a principal preocupação na hora da escolha do restaurante. Os fatores incluem o preço, o sabor, a variedade, a aparência, a higiene e até variáveis, socioculturais e econômicas. Ainda não há um estudo como esse no Brasil, mas, nos EUA, a saúde fica atrás da conveniência, do sabor e do preço na decisão do cliente.

Fonte:G1/Bem-estar

 

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