Proibição do fumo em espaços abertos aumenta produtividade no trabalho

 Estudo realizado no Moffitt Cancer Center, nos EUA, mostra que a proibição de fumar nas áreas livres dos locais de trabalho tem resultados diretos para saúde e o desempenho dos funcionários, além de ganhar o apoio da grande maioria dos fumantes. " Políticas que restringem o uso do tabaco em áreas fechadas tornaram-se comuns nos últimos 10 anos e estas normas vêm se expandindo para incluir a proibição ao ar livre. Uma tendência iniciada por hospitais e outras instituições da área de saúde," afirma a autora principal do estudo, Marina Unrod, pesquisadora do Moffitt’ s Tobacco Research and Intervention Program. " Como as pesquisas nesta área são escassas, queríamos examinar o impacto de uma proibição de fumar ao ar livre no campus Moffitt Cancer Center, realizando uma comparação dos números antes e após a proibição," afirma. O estudo, publicado no Journal of Public Health Management and Practice, entrevistou 607 empregados (12% fumantes) por meio de questionários anônimos poucos meses antes da proibição e 511 funcionários (10% fumantes), três meses após a proibição. Além disso, 278 pacientes (23% fumantes) participaram. Cerca de 30% dos fumantes se declararam interessados nos serviços de apoio para largar o vício, mas poucos aderiram efetivamente às terapias propostas. Antes da proibição, os fumantes estavam preocupados sobre os efeitos negativos de não terem onde fumar, alegando diminuição na capacidade de se concentrar e desempenhar o trabalho, além de sua capacidade de interação com os colegas e alterações de humor. Mais de 60% dos fumantes declararam que a proibição afetaria sua satisfação na realização das atividades diárias no trabalho. Quando os fumantes voltaram a responderam os questionários, uma grande parte não relatou efeitos negativos nas categorias acima mencionadas. Cerca de 35% afirmaram que a proibição não teve efeito e 20% que os efeitos foram positivo. Outros 35% relataram um aumento do tabagismo antes e depois do trabalho. "Comparado com as expectativas pré-proibição, uma pequena proporção de fumantes experimentou efeitos negativos. Os resultados sugerem a necessidade de programas que proíbem o fumo mesmo em áreas abertas nos locais de trabalho para aproveitar este período em que a o funcionário não teria como ter acesso ao tabaco, buscando, inclusive, um aumento da produtividade," afirmam os pesquisadores.

Fonte: Isaúde – 14/08/12

 

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