Envelhecimento e sons muito altos podem reduzir a capacidade auditiva

Ter uma boa audição é normal até os 30 anos, mas após essa idade, a capacidade auditiva vai se perdendo por causa do envelhecimento natural, da exposição a ruídos ou sons altos, de hábitos errados, como má alimentação ou uso constante do fone de ouvido, ou até mesmo doenças. Segundo a otorrinolaringologista Tanit Sanchez, uma audição considerada normal consegue captar a freqüência de um assobio de um pássaro (8 mil hertz) e um volume de uma gota de água caindo (25 decibéis). A perda auditiva pode causar também o zumbido, um incômodo que pode parecer um apito, um chiado, uma cachoeira ou até o barulho de uma panela de pressão.

 O zumbido pode causar dificuldade de compreensão de sons, assim como acontece com a audição de pessoas com mais de 50 anos. Essa perda auditiva atinge 90% dos pacientes com zumbido e, para ajudar, é indicado o uso de aparelhos auditivos. Como explicou a fonoaudióloga Katya Freire, esse aparelho ajuda a amplificar o som para levá-lo ao cérebro. Existem quatro tipos de aparelhos, o retroauricular, o miniretroauricular, o intracanal e o microcanal, e quem indica esse tratamento é o otorrinolaringologista, após avaliar o caso e identificar se não pode ser tomada outra medida, como dieta, medicação ou cirurgia, por exemplo. Após a indicação, o paciente deve procurar um fonoaudiólogo para fazer o teste do aparelho. Depois desse processo, é feito o acompanhamento com os dois médicos. O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece aparelhos simples e intermediários, que custam respectivamente R$ 3 mil e R$ 6 mil. Os tipos de tecnologia avançada chegam a custar R$ 9 mil.

 Pessoas que têm zumbido devem evitar a cafeína em excesso, que estimula o sistema nervoso e pode piorar ainda mais o incômodo. Outros fatores como o excesso de açúcar, álcool, alimentos gordurosos e jejum prolongado também podem intensificar o zumbido. Por isso, um dos tratamentos para o zumbido é a correção de hábitos alimentares. Além disso, o paciente também pode tomar medicamentos, tratar alterações na boca ou nos dentes e desativar alguns nódulos dolorosos encontrados nos músculos perto do ouvido. Em alguns casos, é possível curar, mas existem situações que o zumbido é apenas controlável.

 É importante também tranqüilizar o paciente em relação ao problema, que não é grave e não tende a progredir. Pessoas que ficam com receios de complicações maiores, como doenças graves ou surdez, podem aumentar ainda mais o som e podem também se automedicar, o que é totalmente contra indicado porque alguns medicamentos são tóxicos para os ouvidos e podem piorar o zumbido. Barulhos de shows, motocicletas, serras elétricas, festas, danceterias e até o fone de ouvido também podem influenciar o zumbido. Para que isso não aconteça, é indicado utilizar um protetor de ouvido e fazer intervalos de 5 a 10 minutos a cada hora de exposição a esses sons.

Fonte: G1/Bem-estar, 18 de setembro de 2012

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