Palpitação e suor: especialista ensina como lidar com o estresse

Neste domingo (23) foi comemorado o Dia Nacional de Combate ao Estresse. Para celebrar a data o Terra recebeu em seus estúdios a médica Rossana Maria Russo Funari, do complexo hospitalar Edmundo Vasconcelos, para debater o assunto. Segundo a especialista, o estresse é um elemento necessário para o funcionamento do corpo, porém ele se torna um problema quando é um quadro persistente que leva a um desgaste do organismo. “Ele nos move, leva ao crescimento, nos mantém alerta e é necessário para a sobrevivência. O estresse patológico é que é ruim”, explicou. Diversas situações podem causar esse quadro, como a correria diária, problemas no trabalho e tarefas cotidianas. No entanto, de acordo com Rossana, o nível de estresse depende da vulnerabilidade e personalidade de cada pessoa. “Hoje até crianças podem desenvolver um problema com isso, pois podem ter uma tendência social, um trauma como a separação dos pais ou apenas um excesso de atividades e de cobranças”, justifica. Algumas pesquisas apontam que entre 70% e 90% dos adultos atendidos em consultórios médicos reclamam de estresse ou sintomas que podem estar ligados a ele como palpitação, sudorese e cansaço. Segundo a especialista, a gravidade do quadro varia de acordo com a facilidade que a pessoa tem para administrar as tarefas e os problemas, fazendo com que alguns cheguem até a uma situação extrema de dias de fúria realmente. Entre os homens os quadros agudos são mais comuns, e geralmente ligados à questões do trabalho. Já as mulheres, devido às multitarefas e picos hormonais, são mais propícias a desenvolver o estresse crônico. Quem convive com alguém que sofre de estresse deve tomar cuidado para não engatilhar fatores que piorem o quadro, se cuidar para não ser ‘contaminado’ e incentivar um tratamento. “A psicoterapia pode ajudar bastante. Com ela a pessoa aprende a enfrentar situações com mais tranquilidade”, defende Rossana. Já os quadros mais graves precisam de uma atenção especial e muitas vezes requerem medicamentos. “O estresse pode levar à ansiedade, algum tipo de fobia ou síndrome do pânico. Em casos agudos geralmente os ansiolíticos são os remédios mais indicados, mas em alguns casos é necessário entrar com antidepressivos”, conta ela. O estresse persistente também pode levar à depressão, em pessoas que já possuem uma tendência genética, pois age no cérebro afetando a ação de neurotransmissores. A liberação de cortisol, hormônio responsável por nos deixar alertas, também pode ser alterada. “Quando o nível dele fica alto por muito tempo pode gerar reações no corpo que levam a um aumento da pressão arterial e do depósito de glicose, levando até a doenças como a diabetes”, disse. O estresse aliado a uma predisposição também leva a problemas cardíacos ou de pele,  gastrite, úlcera, bronquite e doenças autoimunes. “Muitos pacientes de estresse procuram a bebida alcóolica, o cigarro e até drogas ilícitas como uma forma de fuga do estresse. Porém, isso, além de piorar o quadro, pode se tornar um vício”, afirma Rossana. Outra válvula de escape comum é o café, que pode causar taquicardia e insônia gerando ainda mais estresse. Para melhorar o estresse não há uma receita ideal. “Sempre recomendo aos meus pacientes que procurem algo que gostem de fazer para sair da rotina. O esporte e a atividade física são ótimas alternativas porque consomem essa energia de uma forma positiva. Aqui também vale um hobbie, viajar, passear, qualquer coisa para relaxar um pouco”, aconselha Rossana. Se você estiver sentindo insônia, suor em excesso, palpitações ou cansaço extremo fique atento, pois esses são os sintomas mais comuns. “O primeiro passo é procurar um especialista para ver se isso não está aliado a nenhuma doença. Alguns problemas de tireoide e da suprarrenal, por exemplo, às vezes simulam um quadro parecido com estresse”, recomenda a médica. Depois de afastada essa possibilidade, o ideal é procurar a ajuda de um psicólogo ou psiquiatra para conseguir lidar melhor com o estresse e retomar o equilíbrio.

Fonte: Terra, 23 de setembro de 2012

 

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