Terapia de reposição hormonal pode prevenir doença de Alzheimer

 Cientistas da Universidade Johns Hopkins, nos EUA, descobriram que mulheres que começam a fazer reposição hormonal até cinco anos após entrarem na menopausa estão em menor risco de desenvolver Alzheimer. A pesquisa sugere que a terapia hormonal, indicada para tratar os sintomas da menopausa, reduz em 30% o risco desse tipo de demência. "Esta tem sido uma área de debate, porque estudos observacionais têm mostrado uma redução do risco de doença de Alzheimer com o uso de terapia hormonal, enquanto um estudo aleatório mostrou um aumento do risco. Nossos resultados sugerem que pode haver uma janela crítica perto da menopausa, onde a terapia hormonal pode, eventualmente, ser benéfica. Por outro lado, se iniciada mais tarde na vida, a terapia hormonal pode ser associada a um risco maior da doença", afirma o autor do estudo, Peter P. Zandi. Zandi e seus colegas acompanharam 1.768 mulheres com idades entre 65 anos ou mais por 11 anos. As mulheres forneceram um histórico do seu uso de terapia hormonal e da data em que a menopausa começou. Um total de 1.105 mulheres tinha usado terapia hormonal, que consiste de apenas estrogênio ou desse hormônio em combinação com progestina. Durante o estudo, 176 mulheres desenvolveram doença de Alzheimer, incluindo 87 das 1.105 mulheres que tomaram a terapia hormonal em comparação com 89 das outras 663. A análise mostrou que mulheres que começaram a terapia hormonal após cinco anos da menopausa tinham um risco 30% menor de Alzheimer do que aquelas que não tinham usado o tratamento. O risco não se alterou entre os usuários de outros hormônios que tinham começado o tratamento depois de mais de cinco anos após a menopausa, mas um maior risco de demência foi observado entre as mulheres que tinham iniciado uma terapia combinada de estrogênio e progesterona quando tinham pelo menos 65 anos de idade. "Embora este estudo mostre que o uso de hormônios a curto prazo pode reduzir o risco da doença de Alzheimer, mais pesquisas são necessárias antes que possamos fazer novas recomendações clínicas para as mulheres e o uso de terapia hormonal", conclui o pesquisador Victor Henderson, da Universidade de Stanford.

Fonte: Isaúde, 26 de outubro de 2012

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