Cirurgia bariátrica é uma das soluções para tratar a obesidade mórbida

Devido à má alimentação e a vida sedentária, a obesidade está cada vez mais comum entre homens e mulheres, em qualquer idade. Uma doença de risco que favorece complicações futuras, tais como: acidente vascular cerebral (AVC) e infarto. Um estudo publicado na ultima edição da revista Heart, mostra que a obesidade mata mais de 2,6 milhões de pessoas todos os anos. E segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica, a obesidade atinge 600 milhões de pessoas no mundo, 30 milhões somente no Brasil.

Além da baixa autoestima a obesidade causa diabetes tipo II, colesterol alto, esteatose hepática (acúmulo de gordura no fígado), hipertensão, trombose, apnéia, asma, entre outras. Para tratar a obesidade é necessário, primeiramente, dar início ao tratamento clínico com nutricionistas e endocrinologistas. Caso os resultados esperados não sejam alcançados – perda de peso e corpo saudável, uma das opções é a cirurgia bariátrica. Este procedimento acontece através da redução de estômago e do desvio do alimento de uma parte do intestino delgado.

A cirurgia bariátrica é indicada para tratar a obesidade mórbida. Existem três tipos de cirurgia: a restritiva que promove a redução volumétrica do estômago, a disabsortiva que através de um bypass (desvio) impossibilita a digestão e a absorção dos nutrientes e, por fim, as técnicas mistas, onde a restritiva e a disabsortivas se associam no tratamento da obesidade.

As cirurgias vão ocorrer de acordo com o Índice de Massa Corporal (IMC). Os pacientes devem estar com o IMC acima de 40 ou entre 35 e 40 apresentando comorbidades (hipertensão arterial, diabetes e etc). Além disso, os obesos devem ter acompanhamento de um endocrinologista por no mínimo seis meses antes da cirurgia. “É recomendável que o paciente tenha, pelo menos, seis meses de tratamento com um endocrinologista e, uma vez que, não tenha alcançado o objetivo em perder peso ou não conseguindo manter a perda de peso através do tratamento clinico, estaria indicada a cirurgia”, explica o gastroenterologista do Hospital Daher, Dr. Luiz Roberto Silva Filho.

Além de proporcionar o emagrecimento, a cirurgia contribui para a cura de pacientes diabéticos. “Em pacientes que se tornaram diabéticos ou hipertensos com a obesidade o índice de cura é acima de 70%, após a cirurgia. Isto se dá pelo efeito deletério (nocivo) da passagem do alimento na primeira porção do intestino delgado desses pacientes, promovendo uma melhora da resposta endocrinológica do tubo digestivo”, disse o médico.

Contudo, a obesidade tem cura e sendo tratada clinicamente ou cirurgicamente, os pacientes devem ter o acompanhamento endocrinológico, além de mudanças de hábitos, tais como, reeducação alimentar e a prática de exercícios físicos. “O paciente no pós-operatório permanecerá sob avaliações anuais. É bom lembrar que para o sucesso a longo prazo do tratamento, é necessário mudanças de comportamento”, conclui o Dr. Luiz Roberto.

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