Adesivo degradável cura corações de crianças com defeitos congênitos

Cientistas da Universidade Rice, nos EUA, criaram um novo adesivo biocompatível que pode curar corações de crianças com defeitos congênitos. Jeffrey Jacot e seus colegas publicaram os resultados de anos de esforço para produzir um material chamado de ‘ bioscaffold’ que pode ser suturado nos corações de crianças com defeitos de nascimento. Bioscaffolding é a utilização de materiais biocompatíveis e biorreabsorvíveis para construir uma estrutura 3D comparável à área do tecido do implante, a fim de promover a regeneração de tecidos e a recuperação da lesão. O novo ‘ andaime’ , semeado com células vivas cardíacas, é projetado para apoiar o crescimento de um novo tecido saudável. Ao longo do tempo, ele se degrada e deixa o coração reparado. Adesivos utilizados atualmente para reparar defeitos cardíacos congênitos são feitos de tecidos sintéticos ou retirados de vacas ou do próprio corpo do paciente. Cerca de um em 125 bebês nascidos nos Estados Unidos sofre de tais defeitos. As estratégias atuais funcionam bem até que os adesivos, que não crescem com o paciente, precisam ser substituídos. “Nenhum desses adesivos está vivo, incluindo aqueles biologicamente derivados que são “mais como um plástico” e não são incorporados ao tecido do coração”, afirma Jacot. Eles estão em uma área muscular no coração, que é importante para a contração e, mais ainda, para a condução elétrica. Os sinais elétricos tem que passar pela área de tecido morto. E ter tecido morto significa que o coração produz menos força, de modo que não é surpreendente que as crianças com estes tipos de reparos estejam em maior risco de insuficiência cardíaca, arritmias e fibrilação. “O que estamos fazendo pode substituir os adesivos atuais em uma operação com a qual os cirurgiões já estão familiarizados e que tem uma taxa de sucesso muito alta a curto e médio prazo, mas com complicações a longo prazo”, observa o pesquisador. O novo adesivo criado pelos pesquisadores é forte o suficiente para suportar as pressões entregues pelo batimento cardíaco, poroso o suficiente para permitir que novas células cardíacas migrem e façam conexões e resistente o suficiente para lidar com suturas, mas ainda ser capaz de biodegradar na quantidade certa de tempo para o tecido natural assumir. As células cardíacas cultivadas na superfície de hidrogel foram capazes de prosperar e formar redes e, finalmente, apresentar batimento. O laboratório testou as qualidades biodegradáveis do adesivo e descobriram que, em mais de 50 dias, cerca de 15% havia se degradado. “Ele se degrada na água, se for no corpo, ele vai se degradar, mas será muito lentamente, ao longo de meses. Ele deve ser estável por muito tempo suficiente para que ele permite que o tecido muscular natural se forme e assuma o processo mecânico. Queremos um adesivo que pode suturar e lidar com a pressão ventricular”, afirma Jacot. Fonte: R7/Isaúde, 14 de dezembro de 2012]]>

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