Medicamento promete fazer você se sentir bem dormindo apenas 2h por dia

bocejandoDormir pouco, e ainda aumentar a concentração e o rendimento diário, tudo isso é possível utilizando o Modafinil. Ela é considera a “pílula da inteligência” e não tem efeitos nocivos. Será? Com apenas um comprimido, duas horas de sono vão ser suficientes para você acordar com disposição, sem dores de cabeça, “débito de sono” ou sensação de ressaca. A droga foi desenvolvida na França para o tratamento de narcolepsia (um estado patológico de sono excessivo). Em 1998 foi aprovada nos Estados Unidos pelo FDA (órgão americano que regula alimentos e fármacos) e passou a ser utilizada pelo Exército dos EUA para aumentar o tempo de vigília e concentração de soldados. Atualmente a droga pode ser encontrada em diversos países, incluída em medicamentos para tratar distúrbios do sono. Apesar de ser apelidado como “pílula da inteligência”, o Modafinil não aumenta a inteligência, apenas melhora a concentração em tarefas que exijam longas horas de estudo ou trabalho. A vantagem do uso da substância é que ela não provoca dependência química, apesar de ter alguns efeitos colaterais como irritabilidade, tontura, náusea, dor abdominal, pressão alta e palpitações. No Brasil o Modafinil é comercializado com o nome de Stavigile, e só pode ser adquirido através de receita médica. Uma caixa do medicamento com 30 pílulas varia de R$ 140,00 até R$ 170,00, dependendo do estado. A droga é muito comentada sobre sua questão social, se o uso realmente ajuda ou atrapalha a sociedade. Um documento em 2008 foi redigido pela Sociologia da Saúde e Doença do Reino Unido, coassinado por cinco autores, argumentando que o medicamento representou uma espécie de fronteira final: Por que exatamente a sociedade gostaria de regular ou governar a sonolência e vigília desta forma? Quem se beneficia? Esses questionamentos foram citados no texto de Marc Herman em um artigo do site Salon. A socióloga britânica Catherine Coveney entrevistou alunos que tomaram a droga como ajuda em trabalhos noturnos. Os alunos puderam observar que a droga lhes interessa mais nas férias, permitindo mais tempo para curtir os “passeios.” Coveney explica que a pílula sofreu conceituação, e a apresentação na cobertura da mídia, o medicamento deixou de ser usado em primeiro lugar para tratar a narcolepsia, sendo utilizado para outras coisas. O Modafinil pode ser conceituado de várias maneiras e utilizado para diferentes fins, portanto não é fácil escapar desse questionamento cultural: afinal seria um remédio estimulante ou uma droga? Fonte: Jornal da Ciência, 19 de fevereiro de 2013]]>

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