Maus hábitos de vida contribuem para o aparecimento da pressão alta em jovens

16_13_36_365_fileNesta sexta-feira (26), data em que se comemora o Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial, a nefrologista pediátrica Vera Koch, da SBH (Sociedade Brasileira de Hipertensão), adverte que a doença não é restrita a idosos. O problema pode aparecer em faixas etárias mais jovens, especialmente por causa dos maus hábitos de vida. — Obesidade, sedentarismo e consumo excessivo de sal e gorduras são fatores de risco para o desenvolvimento da hipertensão em crianças, adolescentes e adultos jovens. Segundo a SBC (Sociedade Brasileira de Cardiologia), crianças obesas têm oito vezes mais chances de desenvolver o quadro. Em idades mais avançadas, como adolescentes e adultos jovens, o consumo de bebidas alcoólicas, o uso de cigarro e outras drogas também contribuem para o surgimento da doença cada vez mais cedo. Apesar de, na maioria das vezes, a doença não apresentar sintomas, o cardiologista Carlos Alberto Machado, diretor da SBC, alerta para alguns sinais que ajudam a identificar o problema. — Pessoas que têm tonturas, falta de ar, palpitações, enjoos, náuseas, dor de cabeça frequente e alterações na visão devem procurar ajuda médica. Uma vez que a doença não é tratada, ela pode trazer como consequência problemas cardiovasculares mais graves, como infarto, insuficiência cardíaca e AVC (Acidente Vascular Cerebral). Outros fatores de risco De acordo com Vera, 3% a 5% das crianças e adolescentes brasileiros já são hipertensos. Geralmente, o quadro está associado à hereditariedade e doenças já existentes. — Se a criança tiver algum parente hipertenso ou nascer com má formação nos rins ou com um estreitamento na aorta, é fundamental que ela tenha um monitoramento clínico já nos primeiros dias de vida. Apesar de os pais não terem costume de medir a pressão nesta faixa etária, a médica recomenda fazê-lo desde a primeira consulta ao pediatra. O valor deve ser de 12 por 8. Tratamento e prevenção O tratamento da hipertensão vai desde mudanças de hábitos de vida até o uso de medicamentos. Quando iniciado, o acompanhamento é para sempre, avisa o cardiologista. — A mudança de hábitos alimentares, a prática regular de atividade física e a medicação, quando necessária, são importantes e devem ser contínuas não devendo ser abandonadas mesmo que os valores da pressão tenham sido normalizados, a não ser por orientação médica. Independentemente da idade, o médico orienta medir a pressão a cada seis meses. — O valor não deve ultrapassar de 14 por 9. No caso de pessoas hipertensas, o procedimento deve ser feito a cada três meses. Em quadros mais graves, a periodicidade pode ser ainda menor. Fonte: R7]]>

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