“Dor nas costas pode indicar a presença de várias doenças”, alerta médico

15_10_04_631_fileDesconforto comum para muitos brasileiros, a dor nas costas é, na maioria das vezes, mascarada com analgésico. No entanto, especialistas advertem que o incômodo pode ser sintoma de doenças graves, como problemas na musculatura da coluna, pedras nos rins, infecção renal, hérnia de disco, depressão e até aneurisma da aorta abdominal. Por isso, avisa o neurocirurgião Alexandre Campos, especialista em terapia da dor do hospital São Camilo, “se a dor persistir por mais de três dias sem nenhuma melhora e acompanhada de outros sintomas, é importante procurar ajuda médica”. A automedicação, completa ele, é prejudicial porque leva à cronificação do quadro, dificultando o diagnóstico precoce e o tratamento correto. — Em 40% dos casos, os pacientes têm dor crônica, ou seja, com duração superior a três meses. De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), 85% a 90% da população sofre ou ainda vai sofrer desse mal, que além de prejudicar a qualidade de vida, representa um impacto socioeconômico muito importante. — A dor nas costas está entre as principais causas de aposentadoria por invalidez no Brasil. Sem escolher sexo ou idade, a dor nas costas está diretamente relacionada à falta de condicionamento físico, má postura, excesso de carga na mochila, bolsa e pasta de trabalho e permanência em posição desconfortável por longos períodos. — Obesidade, sedentarismo e tabagismo também contribuem para o surgimento ou agravamento do quadro. No caso das mulheres, ainda há o agravante do salto alto. Tratamento cirúrgico nem sempre é a solução Na maioria dos casos, avisa o neurocirurgião Lucas Vasconcellos, especialista em cirurgia da coluna vertebral, a dor nas costas é tratada com mudança de hábitos, como prática regular de exercícios físicos sem impacto (natação, hidroginástica, caminhada e pilates), perda de peso e correção da postura. — Dependendo do caso, o tratamento precisa ser multidisciplinar e deve envolver, além do ortopedista ou neurocirurgião, psicólogo, fisiatra, fisioterapeuta, endocrinologista e nutricionista. A terapia medicamentosa, explica o médico, só entra em cena quando os novos hábitos não surtem efeito. Analgésicos, antiinflamatórios e relaxantes musculares fazem parte da gama de opções, mas não devem ser usados de forma indiscriminada. Segundo o neurocirurgião, em 90% a 95% dos casos a dor melhora entre três e seis meses de tratamento. Após este período, se o incômodo persistir, a cirurgia aparece como outra alternativa. — Atualmente, é raro o procedimento cirúrgico deixar sequelas ou incapacitar o paciente. Pelo contrário, as técnicas são minimamente invasivas, ou seja, sem cortes. Além disso, a vantagem é que os pacientes têm alta hospitalar no mesmo dia, o que diminui o risco de infecção, e sentem menos dor no pós-operatório. Em 80% dos casos, garante Vasconcellos, a dor nas costas é resolvida. Nos 20% que não atingiram a cura, “a dor se torna muito mais amena”. Mas, o tratamento não se encerra após a intervenção cirúrgica. O médico acrescenta que a reabilitação é fundamental para fortalecer a musculatura, além da manutenção dos bons hábitos de vida. Postura correta A melhor forma de prevenir a dor na coluna é adotar hábitos de vida saudáveis. Além de priorizar um cardápio balanceado, manter o peso e praticar exercícios físicos regularmente, o neurocirurgião enfatiza a importância da postura correta. — Pessoas que trabalham muitas horas sentadas devem priorizar encostar a coluna no encosto da cadeira, deixar as pernas levemente abertas sem cruzá-las e colocar a tela do computador na altura do olhar. Campos acrescenta que pausas de cinco a dez minutos a cada hora de trabalho são importantes para sair da posição e relaxar o corpo. Outra dica é ficar atento para não carregar excesso de peso nas atividades do dia a dia e abandonar o vício do cigarro. — O fumo causa o estreitamento dos pequenos vasos que ligam a coluna vertebral. Vasconcellos também faz um alerta para o controle do colesterol e da glicemia, pois “pessoas com colesterol elevado e diabetes têm mais chances de desencadear o problema na coluna”. Fonte: R7]]>

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