Quando o ar não passa…

img_20100823_074812O nariz começa a escorrer, surge uma febre baixa e, para piorar, acompanhada de uma tossinha teimosa justamente na hora em que o pequeno pega no sono. Os sintomas até aqui são idênticos aos de uma gripe. Só que, além desses sinais, algo chama a atenção: um ruído semelhante a um miado. Quando esse quadro se instala, são grandes as chances de o problema atender pelo nome de bronquiolite. “Essa é a primeira causa de internação entre os lactentes”, diz a pediatra Sandra Vieira, professora da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. E é bem agora, durante a temporada de dias frios – mais precisamente entre abril e setembro -, que a incidência de casos tende a aumentar. Tudo por culpa do vírus sincicial respiratório (VSR). “Ele é o principal agente causador de bronquiolite”, afirma José Dirceu Ribeiro, presidente do Departamento de Pneumologia da Sociedade Brasileira de Pediatria e professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), que fica no interior paulista. Ribeiro conta que, embora a maioria das crianças mais dia menosdia acabe mesmo entrando em contatocom o VSR, nem todas desenvolvem a doença. “Quanto mais nova ela for, maior a suscetibilidade, já que o sistema imunológico ainda não está amadurecido o suficiente”, explica o pediatra Cid Pinheiro, do Hospital e Maternidade São Luiz, na capital paulista. Não à toa, é nos primeiros meses de vida que o VSR entra em ação, comprometendo as trocas de oxigênio e gás carbônico e prejudicando a respiração. Após os 2 anos de idade, o vírus quase sempre se limita a causar resfriados, ou seja, não chega a penetrar na estrutura pulmonar. Mantenha o vírus longe Altamente contagioso, o vírus acomete adultos e crianças. “Evitar o contato com pessoas gripadas é uma boa idéia”, diz o pneumologista e pediatra Paulo Kussek, do Hospital Pequeno Príncipe, em Curitiba, Paraná. A professora Sandra Vieira, da USP, frisa que recém-nascidos não devem pular de colo em colo. Não que as visitas sejam proibidas, mas é melhor que o bebê seja paparicado a distância, isto é, no berço, a salvo do contato com secreções de gente contaminada. A prevenção da bronquiolite também pode ser feita com anticorpos produzidos em laboratórios. “Mas isso apenas em casos especiais, como bebês com insuficiência cardíaca ou respiratória e portadores de doenças que levam a uma baixa no sistema imunológico”, diz Sandra. E a vacina? “Só daqui a uns dez anos”, estima José Dirceu Ribeiro. Pesquisadores de diversos países trabalham duro nesse projeto, mas, a julgar pelos obstáculos que têm encontrado pela frente, parece que o VSR está dando um baile neles. Se o seu filho acabou contaminado, sossegue. “Boa parte dos casos se resolve em casa”, garante o pediatra Cid Pinheiro. Em geral inalações com soro fisiológico ajudam a desprender o muco e liberam o fluxo de ar. Além disso, água ou leite materno afastam a desidratação – sim, ela se manifesta no inverno e piora bastante o quadro. Nos episódios graves, doses de oxigênio – leia-se internação hospitalar – podem trazer alívio e rápida recuperação. A rota do vírus Ele percorre um longo caminho até chegar aos bronquíolos, minúsculas estruturas da árvore respiratória. Durante o inverno, resguardar as crianças não significa confiná-las. Aliás, isso só favorece a “estação da bronquiolite”, que é como o pediatra Gilberto Petty, professor do setor de Pneumologia da Universidade Federal de São Paulo, se refere à alta incidência de casos nesta época do ano. “É importante ventilar os ambientes”, indica. Outra medida prosaica, mas que afasta pra valer a doença, é caprichar na limpeza das mãos, principalmente depois de chegar da rua. “Quem tem bebê deve abusar de água e sabão e completar a higiene com álcool a 700”, recomenda José Dirceu Ribeiro, da Unicamp. Quanto mais cedo for detectada, mais rápido a bronquiolite vai embora. E sem necessidade de internação. Fonte: Revista Saúde]]>

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