Doenças depressivas estão mais comuns a cada dia

Diminuição marcante do interesse, perda da vontade de viver o dia a dia, distúrbios no sono e no apetite, sentimento de menos-valia e rejeição, isolamento social, pensamentos de morte e suicídio podem estar diretamente ligados a um transtorno psiquiátrico cada vez mais comum na população mundial e identificado como depressão. Permanecendo por duas semanas ou mais, os sintomas depressivos podem ser considerados uma doença que necessita tratamento.

Suas causas variam de internas a externas, podendo se apresentar frente a situações psicológicas difíceis, como perdas – sejam elas reais ou imaginárias, estresse contínuo ou uso de medicamentos usados para tratar outras condições clínicas, como drogas antihipertensivas. A depressão pode também ser parte de doenças orgânicas, como as doenças da tireóide, das glândulas suprarrenais, anemias e doenças do sistema imunológico.

Dentre todas as formas variáveis de depressão, a forma mais comum atualmente é a chamada distimia, também conhecida como a doença do “mau humor”. Além dela, existe a depressão reativa, manifestada diante de situações de ajustamento ou adaptação pessoal, e a depressão bipolar, conhecida pela dificuldade de ser diagnosticada por envolver outras fases do humor, e quando não tratada pode se tornar crônica e ter como complicação o suicídio.

Os sintomas depressivos se manifestam com mais frequência em mulheres na faixa etária entre 20 a 45 anos. A proporção é duas vezes maior na população feminina comparada à masculina.  Com o passar dos anos, observa-se a prevalência em pessoas mais jovens. Também é importante lembrar que a depressão é uma doença que pode ser transmitida através de herança genética. Crianças e idosos, quando expostos às privações afetivas também correm o risco de sofrerem de condições depressivas.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) prevê que até 2020 a depressão será a segunda principal doença mais incapacitante em todo o mundo, ficando apenas atrás das doenças cardiovasculares. Isto significa que os seus portadores estarão seriamente afetados nas suas relações humanas, na vida social e na produtividade no trabalho.

A estratégia de tratamento envolve o uso de medicamentos, conhecidos como antidepressivos, para as depressões de grau moderado a intenso, e deve também incluir uma abordagem psicológica e psicoterápica. Na linha da psicoterapia tem sido possível ajudar o paciente deprimido através, principalmente, da terapia cognitivo-comportamental. O psiquiatra Dr. Lúcio Villaça, que atende no Hospital Daher Lago Sul, esclarece que a duração do tratamento deve ser de, no mínimo, seis meses de uso da medicação e alerta que pacientes com depressões maiores, como distimia e bipolaridade, se tratados por um tempo menor e doses baixas de medicação, tendem a apresentar recaídas.

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