Hipertensão Arterial Sistêmica: O desafio continua

Mais conhecida como pressão alta, a hipertensão é o aumento da tensão do sangue dentro dos vasos sanguíneos que altera as medidas normais de 120/80 mmHg (em repouso) para níveis mais altos. Quando a pressão máxima aumenta para mais de 140 mmHg, em repouso, é chamada de Hipertensão Sistólica, e se a mínima for maior que 90mmHg é a Hipertensão Diastólica. Das duas, a segunda é que determina mais alterações nos órgãos alvos (coração, cérebro, rins, retina, entre outros).

Um dos grandes desafios da saúde pública é identificar os hipertensos em meio à população, isso acontece porque um grande número de pacientes não têm sintomas prévios que sinalizam o aumento da pressão arterial, são os chamados Hipertensos Silenciosos. Por isso é de extrema importância fazer campanhas para medida da pressão arterial na população de modo geral e alertá-los a aferir a pressão em momentos de sua vida. Quando a pressão se eleva ela determina sintomas, e os principais são: dores de cabeça localizada próximo à nuca, turbação visual (vistas embaçadas e visualização de estrelinhas), zumbido intenso no ouvido ou aumento deste, além de palidez e sudorese.

Devido ao alto índice de sedentarismo e consumo de comidas industrializadas, o sobrepeso, cada vez mais comum entre jovens brasileiros, é um fator que determina a hipertensão ou agrava a mesma. A grande quantidade de cloreto de sódio (sal) nas comidas industrializadas e fastfoods são extremamente prejudiciais à saúde. O consumo de sal indicado diariamente é de apenas 2,50g, mas a população consome em média cerca de 10g, valor acima do correto para uma alimentação saudável. Recentemente, um acordo assinado entre o Ministério da Saúde e a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (Abia) determinou que dezesseis grupos de alimentos devem reduzir a quantidade da substância.

O Cardiologista Dr. Tamer Seixas, diretor técnico da Cardiolago, clínica que atua no Hospital Daher, afirma que há um fator hereditário na doença e que, junto com os maus hábitos, desencadeia no surgimento precoce. “A hipertensão arterial afeta a irrigação do sangue e várias partes do corpo, principalmente os órgãos como coração, cérebro, rins, entre outros. Não tratada em tempo pode determinar cardiopatia grave, acidente vascular cerebral (isquêmico e hemorrágico) e insuficiência renal. Estas doenças determinam alto índice de mortalidade e incapacidade às vezes permanentes, ou alta perda de qualidade de vida”, afirma Dr. Tamer.

Para tratar de forma adequada a hipertensão arterial, além do uso regular das medicações anti-hipertensivas, as medidas de prevenção, chamadas de Higiênicos Dietéticas, devem ser: controlar de forma regular o sobrepeso (dieta e exercícios), e principalmente, diminuir a ingestão de sal e líquido. “A hipertensão arterial é desproporção entre continente e conteúdo. O continente é representado pelos vasos sanguíneos e o conteúdo pelo volume de sangue que circula dentro destes vasos. Se aumentarmos o conteúdo ingerindo muito sal juntamente com muito líquido é óbvio que a pressão vai aumentar, portanto, a ingestão excessiva de líquido é um agravante da hipertensão arterial. O hipertenso deve utilizar os líquidos somente quando o organismo pedir, ou seja, quando tiver sede”, finaliza Dr. Tamer Seixas.

Consulte o seu médico e cuide o quanto antes da sua saúde.

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