Controle de enzima pode evitar que pessoas obesas desenvolvam diabetes

downloadA obesidade é uma doença que aflige pessoas em todo o planeta. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), desde 1980, o problema praticamente duplicou e, em 2008, já englobava uma larga parcela da população de adultos e crianças. Entre as principais consequências do excesso de peso, estão distúrbios metabólicos que aumentam o risco do desenvolvimento do diabetes tipo 2. Agora, um novo estudo, realizado por cientistas da Universidade Médica de Viena, na Áustria, em parceria com o Instituto Max Planck de Imunobiologia e Epigenética, na Alemanha, e outras instituições, encontrou pistas que podem esclarecer por que as pessoas com excesso de peso costumam se tornar diabéticas — e por que algumas não. Publicado no jornal científico Cell, o estudo mostra a participação da enzima heme oxygenase-1 (HO-1) no desenvolvimento da síndrome metabólica. De acordo com Harald Esterbauer, líder da pesquisa, os fatores que levam aos problemas derivados da obesidade ainda não estão claros, mas outras pesquisas na área sugerem que uma adaptação inadequada a respostas imunes, chamada inflamação metabólica, desempenha um papel importante. Porém, pesquisas sobre o tema apresentam resultados conflitantes. Segundo Esterbauer, acreditava-se que a HO-1 possuía propriedades anti-inflamatórias, mas, de acordo com o estudo, a ação da enzima é contrária. “Os resultados da pesquisa indicam que a HO-1 é necessária para o desenvolvimento de doenças metabólicas e revelam, também, que a enzima pode agir como um marcador para a determinação de obesidade ‘saudável’ ou não”, explica o pesquisador. Essa divergência surge do fato de que nem todo indivíduo obeso apresenta diabetes tipo 2, uma das doenças metabólicas mais associadas à obesidade. “Nem todas as pessoas obesas estão desenvolvendo diabetes tipo 2, apesar de ser um fator de risco. Há indivíduos que estão protegidos desses ‘efeitos colaterais’”, garante Esterbauer. A perspectiva de uma forma da doença que seja saudável divide especialistas na área. Para Rosita Fontes, endocrinologista do Laboratório Exame, é possível, sim, um indivíduo ser obeso e manter os exames normais. “Alguns indivíduos não têm as alterações metabólicas que ocorrem na maioria dos casos. Essas pessoas parecem ter mecanismos genéticos que as protegem das consequências da obesidade e das doenças cardiovasculares associadas a elas”, explica. A médica afirma que, por causa dessa particularidade apresentada por alguns obesos, já existem vários testes genéticos visando a definir quais são os mais propensos a determinadas alterações. Fonte: Correio Braziliense]]>

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