Cientistas identificam esconderijo no corpo humano do parasita da malária

malariaO parasita Plasmodium falciparum causa a forma mais grave da malária, uma doença que mata 1 milhão de pessoas a cada ano e custa pelo menos US$ 12 bilhões aos governos dos países afetados. Conhecer como o micro-organismo se reproduz dentro do corpo humano e do Anopheles gambiae, mosquito transmissor da enfermidade, é fundamental para o desenvolvimento de tratamentos mais eficientes. Pesquisadores da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, descobriram um aspecto crucial do ciclo de reprodução do parasita, uma questão aberta há 100 anos e para qual os cientistas ainda não têm muitas respostas. O novo estudo, publicado hoje na revista Science Translational Medicine, confirma que os patógenos causadores da malária têm a capacidade de se esconder dentro da medula óssea da pessoa infectada para escapar do sistema imunológico dela. Estudos anteriores já haviam apontado para essa direção. Entretanto, a equipe liderada por Regina Joice sugere que, nesse processo, os micro-organismos utilizam uma alternativa de defesa e ataque. Joice apresentou evidências de que alguns parasitas na forma sexuada (macho e fêmea) do plasmodium, etapa em que são chamados de gametócitos, se desenvolvem no sistema que produz as células do sangue, na medula óssea humana. Esses, entretanto, são imaturos e não têm capacidade de atacar o sistema sanguíneo. Por isso, permanecem nos tecidos do corpo até oito dias, tempo necessário para atingir a maturidade e recomeçar o ciclo de infecção. O conhecimento sobre os mecanismos que permitem essa evolução, entretanto, é limitado. Os cientistas supunham, por exemplo, que a circulação e o desenvolvimento dos parasitas no corpo humano se restringiam ao sistema intravascular, isto é, ocorriam apenas dentro dos vasos sanguíneos. O raciocínio tem base no fato de esses parasitas se ligarem e atacarem justamente os glóbulos vermelhos, os destruindo. Fonte: Correio Braziliense]]>

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