Entenda o que é aneurisma e como prevenir

O aneurisma é uma área frágil na parede do vaso sanguíneo que pode dilatar progressivamente e vir a romper. Quando isto ocorre em um vaso sanguíneo do cérebro, dá-se o nome de aneurisma cerebral. A dilatação pode ter origem de uma malformação congênita ou decorrer mesmo de um trauma ou infecção da parede do vaso sanguíneo.

Normalmente assintomático, sua ruptura, que é na maioria das vezes catastrófica, pode ser causada por pico de pressão nos pacientes com hipertensão arterial, por esforço físico intenso ou mesmo durante episódios de estresse.

O Dr. Marcos Masini, neurocirurgião do HOSPITAL DAHER, explica que os aneurismas cerebrais podem estar presentes desde o nascimento, quando são chamados de congênitos, ou se desenvolverem mais tarde. Os adultos são mais propensos a ter o problema do que as crianças, e as mulheres, mais do que os homens. Vários fatores são considerados como capazes de causar o enfraquecimento de uma parede arterial e, assim, aumentar o risco de aneurisma, como o fumo, a hipertensão, a aterosclerose, o uso de drogas – principalmente a cocaína, ferimentos na cabeça, consumo excessivo de álcool, alguns tipos de infecções sanguíneas e, nas mulheres, a queda do estrogênio na menopausa.

O especialista alerta que é uma doença perigosa porque, muitas vezes, não apresenta sintomas que possam ajudar no diagnóstico e tratamento preventivo. Não raramente são descobertos quase por acaso, quando a pessoa faz uma ressonância magnética ou tomografia computadorizada por algum outro motivo como dor de cabeça crônica ou trauma.

Geralmente, os sintomas ocorrem quando o aneurisma cresce demasiado e empurra estruturas próximas no cérebro comprimindo nervos ou quando se rompe e causa sangramento cerebral. Por isso, é preciso estar atento para alguns sinais que podem indicar a doença, dependendo da parte do cérebro que está sendo comprimida, como visão dupla, perda da visão, dor nos olhos, dor no pescoço, pescoço rígido, náuseas e vômitos, perda de consciência, confusão mental, fotofobia e convulsões. Dor de cabeça pode decorrer da rotura do aneurisma e tem características próprias. Súbita, intensa, associada a estresse ou esforço. Não melhora com medicamentos comuns, persistindo por dias e se estendendo ao longo da coluna cervical e lombar, explica o Dr. Masini.

O diagnóstico do aneurisma pode ser suspeitado em um exame neurológico evidenciado por sinais de irritação das meninges que recobrem o cérebro, irritadas pelo sangue e confirmado por exames complementares: a Tomografia Computadorizada da cabeça, a Ressonância Magnética.

Sendo que a Angiografia Cerebral ou Angiografia por Tomografia Computadorizada pode ser utilizada para localizar e avaliar detalhes como o tamanho do aneurisma, ajudando na escolha do tratamento ideal.

De acordo com o neurocirurgião, na maioria dos casos, a descoberta acontece em situações de emergência requerendo procedimento que pode ser realizado por dentro do sistema arterial (endovascular) ou por meio da calota óssea craniana (transcraniano). Existe indicação precisa para o uso de cada uma destas técnicas, que são valiosas e de risco semelhante. O importante é ter acesso a uma equipe com formação completa nesta área.

A prevenção, como em qualquer doença, é sempre o mais importante a se fazer. Por isso, é bom que o paciente sempre anote qualquer coisa diferente em sua rotina e em seu corpo e descreva ao médico nas consultas. O maior problema do aneurisma cerebral é que, quando ocorre o rompimento, pode ocorrer a morte celular na área localizada ao redor do aneurisma. O rompimento do aneurisma também pode aumentar a pressão dentro do crânio. Neste caso, se a pressão se tornar muito elevada, o fluxo sanguíneo e de oxigenação no cérebro pode ser interrompido, causando perda de consciência e, em casos mais extremos, até a morte. Ao analisar esta questão do ponto de vista estatístico, observamos que 50% dos indivíduos vão ao óbito no momento da rotura. Dos sobreviventes, 50% se apresentam com sintomas graves e ficam com deficiências severas. Cerca de 30% das pessoas morrem em 24 horas e outras 25%, em poucas horas, e os qtue sobrevivem podem apresentar algum tipo de incapacidade permanente. Metade deles não sobrevive, mesmo com o tratamento imediato e eficiente.

O Dr. Masini finaliza lembrando que entre os critérios de prevenção está o controle dos fatores de risco da hipertensão arterial, do estresse e de esforços físicos excessivos. Ele também ressalta as características inusitadas da dor de cabeça que antecede a rotura de um aneurisma chamada de “cefaleia sentinela” (Warning Leak). Indivíduos que têm este tipo de dor podem e devem ser investigados antes da rotura letal do aneurisma. Para tanto, o médico da emergência deve estar atento para as características diferentes desta dor de cabeça e diferenciá-la dos tantos casos comuns de dor de cabeça que chegam ao pronto socorro. Identificada, poderá permitir o tratamento antecipado da rotura e prevenir todos os riscos a ela inerentes.

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2 Comentários. Deixe novo

  • Adorei a matéria. Tenho 2 pequenos em cada uma das carótidas. Uma noite tive um episódio súbito, com dor insuportável, na cabeça. Estava sendo tratada para Enxaqueca até fazer uma angiotomo e ter o diagnóstico. Percebia que minha visão estava afetada, também. A dor é simplesmente terrível e não passa totalmente. Ameniza com os medicamentos, mas pequenos esforços, como ir ao banheiro eram tenebrosos. Depois descobri que tava com pressão alta. Matéria excelente, essa. Parabéns!

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  • Infelizmente perdi minha mãe devido a um incidente de aneurisma, gostei muito do artigo, muito esclarecedor e compartilharei com o máximos de pessoas possível, tento em vista que a prevenção é o melhor caminho. Algo que realmente é curioso, é como foi tratada inicialmente a minha querida mãe, como se fosse apenas um tipo de pressão alta, ou seja não se deram ao trabalho de fazer uma ressonância, para averiguar melhor o quadro cerebral. Por esta razão tal artigo deve ser compartilhado até mesmo com \”profissionais da área médica.\”
    Grato.

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