Em época de dengue, médicos alertam sobre uso de repelentes em crianças

Diante do novo mapa da dengue, que mostra 340 municípios brasileiros em situação de risco para a ocorrência de epidemia e 877 alerta, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) alerta em relação ao uso indiscriminado de repelente em crianças. O produto tem a função de proteger contra mosquitos. A entidade orienta que é preciso tomar alguns cuidados e ter conhecimento sobre os repelentes disponíveis (eficácia e segurança) de acordo com a idade dos pequenos.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recomenda a utilização desses produtos em crianças de acordo com a fórmula do produto, que pode ser sintético ou natural. Antes de escolher o mais indicado, é importante consultar um médico dermatologista.

Os princípios ativos dos repelentes recomendados pela Organização Mundial de Saúde (OMS) são:

– Icaridina (KB3023): Uso permitido no Brasil em crianças a partir de 2 anos, em concentração de 25%, com período de proteção que chega de oito a dez horas.

– DEET: Em concentração de até 10%, pode ser utilizado em maiores de 2 anos, mas não deve ser aplicado mais do que três vezes ao dia em crianças de 2 a 12 anos.

– IR 3535 30%: Permitido pela Anvisa para crianças acima de 6 meses. Tem período de proteção até 4 horas.

Existem ainda os repelentes naturais. No entanto, como são altamente voláteis e seu efeito costuma ser de curta duração, não garantem proteção adequada ao Aedes aegypti e, por isso, devem ser evitados.

NADA DE REPELENTES

E mais: bebês com até 6 meses só devem usar mosquiteiros e roupas protetoras. Não é recomendada nenhuma substância química na pele ou repelentes elétricos que contenham produtos químicos no ambiente onde se encontram. É recomendado instalar telas nas janelas e portas, além de deixar o ambiente refrigerado, já que os mosquitos gostam de calor e umidade.

Em geral, o uso de repelentes deve ser evitado nas crianças menores de 2 anos. Dos 6 meses aos 2 anos, devem ser utilizados apenas em situações especiais, com orientação e acompanhamento médico.

DICAS

– Procure vestir roupas brancas nas crianças, pois tecidos coloridos atraem os insetos, assim como perfumes – Os dispositivos ultrassônicos e elétricos luminosos com luz azul são ineficazes – Não se deve utilizar produtos combinados com filtros solares, pois eles costumam ser reaplicados com uma frequência maior, e os repelentes não devem ser aplicados mais do que três vezes ao dia em crianças – O suor atrai os insetos – Não durma com repelente no corpo; lave-se antes – Leia todo o rótulo antes de aplicar o produto e guarde para consulta – Mantenha os repelentes fora do alcance de crianças e não permita a auto-aplicação – Evite o uso próximo a mucosas (boca, nariz, olhos e genitais) ou em pele irritada ou ferida. Para uso na face, primeiro aplique o produto nas mãos e, então, espalhe no rosto com muito cuidado – Evite aplicação nas mãos das crianças e por baixo das roupas. Sempre lave as mãos após aplicar o produto – Use quantidade suficiente para recobrir a pele exposta e evite reaplicações frequentes – Se suspeitar de qualquer reação adversa ou intoxicação, lave a área exposta e entre em contato com o serviço de intoxicação. Se necessário, procure serviço médico e leve consigo a embalagem do repelente – Opte por repelentes aprovados pela Anvisa, que garante que o produto é eficaz e seguro

PREVENÇÃO

O mais importante, no combate ao mosquito da dengue, é evitar que ele se prolifere. Assim, não se deve acumular água, principalmente em pneus, no lixo, nos copos plásticos, nas tampas de garrafas e nas latinhas. É fundamental ainda manter o quintal da casa e as calhas limpas, sem água empoçada. Recolher o lixo, fechá-lo no saco plástico e não jogar lixo no chão são medidas simples e práticas para evitar a dengue.

Fonte:ww.bl.ne10.uol.com.br

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