ONG alerta para aumento de casos de derrame precoce; saiba identificar os sintomas

Se você acredita que derrames afetam apenas idosos, pense de novo. Esse é o alerta feito por uma organização britânica, que divulgou um relatório revelando um crescimento “preocupante” de casos da doença entre homens e mulheres mais jovens, ou seja, de 40 a 54 anos.

Segundo a organização britânica Stroke Association, 6.221 homens sofrendo de AVC (acidente vascular cerebral) dessa faixa etária deram entrada em hospitais do Reino Unido no ano passado, um aumento de 1.961 casos em relação a 2000.

Em mulheres dessa idade, foram registrados 1.075 mais casos da doença se comparado a 14 anos atrás. Especialistas dizem que hábitos de vida pouco saudáveis são os principais culpados pelo aumento ─ o crescimento da população e mudanças dos hospitais também entram na equação. AVCs são causados por hemorragias ou coágulos que obstrõem artérias no cérebro e podem causar danos irreversíveis à saúde do paciente. Para identificar se alguém está sofrendo um derrame, é preciso prestar atenção a sinais e a alguns sintomas , como dormência e fraqueza nas pernas e braços e tontura (veja ao lado).

Obesidade e sedentarismo

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 15 milhões de pessoas sofrem AVCs anualmente em todo o mundo. Dessas, 5 milhões morrem e outras 5 milhões ficam com sequelas irreversíveis. O aumento das taxas de obesidade, sedentarismo e dietas pouco saudáveis ─ que ampliam o risco de coágulos ─ são alguns dos culpados pelo crescimento no número de casos de AVC.

Derrames em pessoas mais jovens têm um grande impacto na vida familiar e financeira das pessoas e de suas famílias. Isso porque pacientes em recuperação sofrem para voltar ao trabalho e precisam ter mais apoio de seus empregadores, diz o estudo.

“Essa alta nos casos de AVC entre pessoas em idade ativa é alarmante”, afirma Joe Barrick, da Stroke Association. “E isso tem um altíssimo custo, não apenas para o paciente, mas também para sua família e para os serviços públicos de saúde”, acrescenta ele.

Alastair Morely tinha 34 anos quando sofreu um derrame, na véspera do Ano Novo, há quatro anos.

“Eu tive uma dor de cabeça horrível, comecei a me sentir mal e não consegui nem andar nem falar direito”, conta. Morely descobriu depois que ele tinha um problema no coração que provocou o derrame. Ele está conseguindo se readaptar ao trabalho: “Foi difícil, mas eu tive sorte porque sou jovem e meu cérebro conseguiu remapear a área afetada.”

Cenário complexo

Mike Knapton, cardiologista da British Heart Foundation, afirmou que o aumento da incidência de derrame entre jovens é bastante preocupante e precisa ser levado a sério.

Fonte: BBC

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