A vacina de Cuba contra câncer de pulmão vai ser estudada nos EUA

Um acordo entre centros de pesquisa na Ilha e nos EUA prevê que a vacina cubana será aprimorada pelos americanos

Já há alguns anos, os cubanos dão notícia de que desenvolvem uma vacina contra o câncer de pulmão. O embargo que pesava contra o país atrapalhava os avanços das pesquisas. Com a reaproximação diplomática entre Cuba e Estados Unidos, o Centro para Imunologia Molecular de Cuba firmou um acordo com o Instituto de Câncer Roswell Park, uma instituição médica dos Estados Unidos. Juntos, os dois centros de pesquisa darão sequência ao desenvolvimento da vacina.

O acordo prevê que os pesquisadores do Roswell Park vão ajudar a aprimorar o produto, dando sequência a testes clínicos e trabalhando para que ele seja aprovado para uso pela FDA, a agência americana que regula a produção e circulação de alimentos e remédios.

Os pesquisadores americanos estão animados porque os testes realizados até agora com a vacina mostraram que ela tem baixa toxicidade e é barata de se produzir e armazenar. “A chance de avaliar uma vacina assim é uma perspectiva muito emocionante”, disse  Candance Johnson, a diretora geral do Roswell Park, a Wired. Segundo ela, os cubanos oferecerão aos americanos toda a documentação – fórmula do medicamento, forma de desenvolver e resultados de testes anteriores. Segundo ela, estima-se que o aval da FDA sairá dentro de seis ou oito meses.

O Japão e alguns países da Europa já fazem testes com a Cimavax há alguns anos. A vacina foi desenvolvida pelos Cubanos ao custo de 25 anos de trabalho e aprovada para uso na ilha em 2011. Estudos em Cuba demonstraram que pacientes que receberam a vacina e, mesmo assim, desenvolveram câncer de pulmão, viveram 4 anos a mais, em média, que aqueles que não foram inoculados. A vacina também é barata de administrar  – a dose por paciente custa US$1,00  para o governo. Analistas apontam que o sucesso da vacina é resultado da política de saúde em Cuba – com pouco dinheiro para investir, a ilha prioriza pesquisas e ações em medicina preventiva.

Como a Cimavax funciona A vacina não ataca tumores diretamente. A Cimavax ataca uma proteína que os tumores produzem e que circula pelo sangue. Essa ação serve de gatilho para que o sistema imunológico da pessoa libere anticorpos contra um hormônio chamado fator de crescimento epidermal. No geral, ele estimula a reprodução das células, mas também pode, quando fora de controle, provocar câncer.

Isso evita que um tumor já existente cresça e se espalhe pelo corpo – permite, por exemplo, que um tumor em estágio avançado seja manejável. Na Europa e nos EUA já existem tratamentos capazes de oferecer efeitos semelhantes. Por isso, os pesquisadores do Roswell Park esperam aprimorar a vacina de modo a empregá-la de maneira preventiva, para evitar o surgimento do tumor.

Fonte: Época

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