Cientistas identificam nova mutação genética relacionada à obesidade

Estudo realizado recentemente revela existência de componente genético que pode interferir no processo de regulação do apetite e dos níveis de insulina

Um estudo realizado por pesquisadores do departamento de medicina da Imperial College London, na Inglaterra, revelou a existência de uma mutação genética que pode estar associada à obesidade e ao diabetes. Para chegar à descoberta, os cientistas sequenciaram o genoma de uma mulher com diabetes tipo 2 e considerada extremamente obesa – o mesmo processo foi realizado com alguns de seus familiares. A análise do DNA encontrou duas cópias de uma mutação genética que impediam que seu organismo produzisse a proteína carboxypeptidase (CPE) – importante no processo de regular o apetite e os níveis de insulina no sangue.

A ciência sabe que há pelo menos 30 mutações genéticas associadas ao peso das pessoas, assim como há outras alterações genéticas relacionadas ao diabetes tipo 2 — essas condições genéticas são herdadas por familiares. Os cientistas acreditam que muitas mutações genéticas que contribuem para o ganho de peso ainda devem ser descobertas. O conhecimento precoce sobre a pré-disposição genética de ter obesidade pode ser uma poderosa arma para iniciar um tratamento que possibilite uma vida saudável. “Encontrar uma causa genética para o problema dos participantes do estudo é uma grande ajuda para que eles compreendam e tratem melhor a doença”, diz Suzanne Alsters, autora da pesquisa.

No Brasil, estima-se que 17,5% da população com mais de 20 anos seja obesa, quase o dobro do que era duas décadas atrás. Além disso, uma pesquisa publicada recentemente na revista científica The Lancet, realizada pela fundação Bill e Melinda Gates, revelou que o número de diabéticos cresceu em 45% nas últimas duas décadas em todo o mundo – quase todos com diabetes tipo 2. O principal motivo para isso, evidentemente, é a obesidade. A gordura acumulada no abdome gera uma resistência à insulina, forçando o pâncreas a trabalhar mais para vencer esse problema até o órgão não conseguir mais compensar esse desequilíbrio e as taxas de glicose se elevarem.

Fonte: VEJA

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