Ficar sentado por longos períodos não faz tão mal assim

Diferentemente do que mostravam outros estudos até então, nova pesquisa revela que substituir o tempo sentado por ficar em pé não reduz os riscos à saúde associados ao sedentarismo

Ficar sentado por longos períodos não aumenta o risco de morte. Na verdade, o hábito de permancer sentado ou em pé tem um impacto muito semelhante na saúde do organismo — uma posição não traz mais benefícios que a outra. É o que diz uma nova pesquisa científica publicada recentemente no periódico International Journal of Epidemiology. O trabalho contradiz o que os estudos afirmaram até então.

“Qualquer posição fixa que demande um gasto de energia baixo impacta no organismo da mesma forma”, afirmou Melvyn Hillsdon, da Universidade de Exeter e principal autor do estudo. Nosso trabalho derruba o pensamento atual sobre os riscos à saúde de ficarmos sentados e indica que o problema está na ausência de movimentos em si.

Os pesquisadores das Universidade de Exeter e College London, ambas na Grã-Bretanha, analisaram dados de saúde de 5.132 pessoas, acompanhadas ao longo de 16 anos. Durante o período, além de informações relacionadas a condições de saúde, os participantes relataram o tempo que passavam sentados em diversas situações: no trabalho, assistindo televisão e durante o lazer. Avaliou-se também o tempo gasto com atividades físicas.

Após considerarem diversos fatores, como idade, gênero, etnia, status socioeconômico, alimentação, tabagismo, consumo de álcool e saúde em geral, os pesquisadores descobriram que o risco de morte dos pacientes não foi influenciado pelo tempo que passavam sentados.

Não basta, portanto, substituir o tempo gasto sentado por simplesmente ficar em pé. Para os pesquisadores, deve-se enfatizar a atividade física. Ou seja, substituir o hábito de permanecer sentado pala prática de exercícios regulares. O excesso de ênfase sobre os riscos de passar muito tempo sentado deveria ser substituído pela valorização da prática de atividade física — e não ficar simplesmente em pé.

Fonte: VEJA

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