Hospital Daher lança novo serviço de biópsia durante cirurgia

Enquanto o cirurgião opera um paciente no centro cirúrgico, na sala ao lado o patologista analisa o material recém-retirado. O resultado da análise orienta a continuidade da cirurgia. O resultado sai em poucos minutos e evita que o paciente fique horas anestesiado esperando a biópsia ou mesmo a realização de uma nova cirurgia.

Este tipo de biópsia é chamado de transoperatória, exatamente por acontecer durante o procedimento cirúrgico. Apesar das inúmeras vantagens para o pacientes, o procedimento não é tão frequente porque até então os hospitais não tinham uma sala junto ao centro cirúrgico para o patologista realizar o exame. Diante disso, as peças eram encaminhadas para serem examinadas posteriormente.

O hospital Daher acaba de preparar um laboratório integrado ao centro cirúrgico. Atualmente, as biópsias no transoperatório já acontecem em laboratório fora, mas agora poderão ser feitas no próprio Hospital. Será o único serviço particular da região do Distrito Federal a contar com este diferencial, com estrutura recém-inaugurada e uma equipe de profissionais de alto nível.

O patologista Dr. Helcio Luiz Miziara, com mais de cinquenta anos de experiência no Brasil e nos Estados Unidos, afirma que a biópsia transoperatória é adotada principalmente em cirurgias de câncer. Ele explica que saber se uma lesão é maligna ou benigna, ainda no centro cirúrgico, pode determinar a continuidade ou não da cirurgia. “O diferencial da biópsia no transoperatório é ganhar tempo para o paciente, diminuir a duração da anestesia e da cirurgia”, afirma o patologista.

Em casos de câncer, o tempo pode fazer muita diferença. Nas cirurgias de tumores de mama, por exemplo, o cirurgião retira um linfonodo da axila e, após análise do material, já sabe se é necessário aprofundar mais a cirurgia.

Segundo o Dr. Helcio Luiz Miziara, a biópsia no transoperatório pode ser feita por congelação ou esfregaço. O primeiro método consiste em resfriar o material retirado com gás carbônico até deixar congelado e duro o suficiente para ser cortado e analisado. No segundo, é feito o esfregaço e a coloração do material até ter uma visão que possibilite o diagnóstico.

A biópsia no transoperatório não descarta a biópsia posterior mais detalhada. “Quando a lesão é muito pequena pode não aparecer na congelação ou no esfregaço e depois aparecer na biópsia tradicional. Mas em 90% dos casos o resultado do transoperatório é correto”, afirma o patologista.

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