Uma história de amor – Jovem conclama a população a salvar vidas

 

A estudante Natália Vieira Freire de Oliveira, 22 anos, e o técnico em segurança do trabalho, Marival Almeida de Oliveira Filho, mais conhecido como Juninho, 27 anos, se conheceram há 9 anos e sempre sonharam com um casamento nos moldes tradicionais, que a modernidade, repleta de tecnologia, não consegue tirar a particularidade desse ritual. Ela, vestida de branco e acompanhada do pai, entraria com buquê na mão e passaria pelos convidados a contemplar a beleza da jovem de cabelos compridos e loiros. Ele estaria lá na frente à espera da amada para aceitá-la como esposa. Entretanto o momento tão desejado contou com um cenário bem diferente, mas nem por isso menos especial e emocionante.

No último dia 21, um dos apartamentos no andar da internação do Hospital Daher Lago Sul foi reservado para receber o casal, familiares e amigos mais íntimos. O local ganhou uma espécie de altar, cadeiras, flores e um tapete vermelho, pelo qual Natália passou, em um vestido de noiva, com direito a véu e buquê, para dizer sim a Juninho. A jura de amor que os casais repetem na cerimônia “Eu te aceito na alegria e na tristeza, na saúde e na doença” teve um tom especial para eles por conta de uma luta que começou no ano passado.

Em 14 de fevereiro de 2016, eles receberam o diagnóstico que soou como uma bomba: Natália estava com leucemia. Foi uma mistura de sentimentos, entre eles tristeza, angústia, insegurança e medo. No entanto, preferiram focar na fé de que tudo seria resolvido. Ela foi internada às pressas, iniciou as sessões de quimioterapia, e os médicos começaram a busca por um doador de medula que fosse compatível. Para a alegria da família, a luz surgiu dentro da família. A irmã de Natália foi a doadora, e a cirurgia garantiu um recomeço para a jovem.

No entanto, em 18 de janeiro deste ano, durante uma consulta pós-transplante, veio a notícia que ninguém esperava: a doença voltou. Ao lado da informação ressurgiram a tristeza, o medo e, dessa vez, o pessimismo. “A gente chegou a pensar em desistir do tratamento. De verdade. Mas, aí, as mensagens da família e dos amigos deram uma luz, e a gente voltou a ter fé. Ela é forte, muito forte. A Natália me disse que estava em paz e que a gente iria vencer. Eu perguntei se ela estava disposta a lutar novamente e ela disse com todas as letras ‘sim, eu quero’”, relembra Juninho.

Mas ele não queria apenas ser um namorado e, horas depois de saber do reaparecimento da doença, pediu Natália em casamento. No dia seguinte, ela foi internada no Hospital Daher Lago Sul para reiniciar o tratamento e recomeçar a procura por um novo doador de medula. Enquanto isso, Juninho correu para providenciar a papelada do casamento e organizar a cerimônia. “Eu queria estar na condição de marido dela nesse momento tão delicado. E aí já saí para comprar as alianças e o vestido. Queria vê-la bem linda de noiva. Mandei fotos de tudo para saber se ela gostava. Mandei três modelos de vestido para saber qual ela queria. O aplicativo do celular foi a salvação para fazer tudo do jeito que a agradasse. Deu tudo certo. Só tenho a agradecer ao supervisor do Hospital Daher, Irley Alexandre, e a toda a equipe, que nos ajudaram muito ao reservar um espaço, autorizar a cerimônia e estarem presentes conosco. O médico da Natália, o hematologista Dr. Rafael de Sá Vasconcelos, abriu mão da folga e foi lá testemunhar a realização do nosso sonho. Não foi do jeito e no lugar que imaginávamos, mas foi muito especial”, conta.

Agora, a luta continua. Juninho afirma que ninguém deixará a peteca cair. “Vamos juntos nessa batalha contra a leucemia porque temos planos. Não queremos riqueza e nem fama, queremos ir atrás dos nossos projetos como a nossa lua-de-mel no Chile, a Natália vai terminar a faculdade de Direito, juntaremos dinheiro para comprar nossa casa e teremos filhos. Só isso”, conclui.

Campanha nas Redes Sociais

A tecnologia, em especial as redes sociais, tem um novo papel na vida de Natália e Juninho. É na internet que a jovem tem postado comentários e vídeos para pedir às pessoas que doem sangue e se cadastrem como doadores de medula. No material, ela explica como proceder e sobre a importância do envolvimento de todos para salvar vidas. A atitude da jovem, que é um apelo não só voltado à própria luta, mas a de outros pacientes, chamou a atenção de anônimos e famosos, a exemplo do padre Fábio de Melo que curtiu alguns posts.

Como tudo começou

Natália e Juninho são baianos de Itabuna, mas passaram a maior parte da vida na cidade natal dos pais deles, no município de Firmino Alves, a cerca de 700 km de Salvador. Foi lá que se conheceram em 2007. Ele tinha 17 anos e ela apenas 13. “Era dia 31 de julho, aniversário dela. Eu estava em frente à farmácia de um amigo. Quando ela entrou ao lado, numa lan house, o meu colega deu os parabéns. Eu, como sempre gaiato, perguntei cadê o meu abraço e meu beijo também. A partir daí, começaram as conversas pelas redes sociais e estamos juntos até hoje. A nossa fé é grande e temos confiança de que tudo dará certo”, destaca Juninho.

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