Nem toda cicatriz grossa e alta é queloide

Saiba diferenciar cada tipo

Sabe aquela cicatriz que fica grossa, alta, coça muito e tem uma coloração diferente das outras? Ela pode ser um queloide, problema estético provocado por uma produção exagerada de fibras de colágeno durante o processo de cicatrização, que causa dor e coceira. O problema atinge, principalmente, pessoas negras e asiáticas e aparece com mais frequência nos ombros, tórax, na região que fica acima do osso esterno e nas perfurações de orelha.

O queloide é formado dentro dos tecidos e aparece geralmente após cirurgias, feridas ou queimaduras. Ele também pode surgir em decorrência de inflamações na pele causadas por acne, borbulhas ou piercings no nariz e orelha.

Mas muitas pessoas confundem o queloide com a cicatriz hipertrófica, que também fica alta e imperfeita. O cirurgião plástico e fundador do Hospital Daher, José Carlos Daher, explica quais são as características de cada uma. “A cicatriz hipertrófica é aquela que fica mais avermelhada no início e vai ficando branca com o tempo. Ela fica limitada à área do trauma, e, na maioria das vezes, regride com o tempo. Já a cicatriz queloidiana evolui diferentemente. Ela cresce e não para, se tornando parecida com uma grande couve-flor. Além disso, ela coça e dá uma sensação de ferroadas na pele”, explica o especialista.

A auxiliar de enfermagem Arly Macaúba, de 43 anos, sabe bem como é conviver com o queloide. Após passar por uma cirurgia cardíaca, há oito anos, ela precisou lidar por muito tempo com a cicatriz que, além de causar desconforto estético, a fazia lembrar-se do momento traumático pelo qual passou. “Depois da cirurgia, adquiri uma infecção hospitalar e precisaram abrir meu peito novamente, porque ela estava se alastrando. Meu médico me avisou que a cicatriz poderia piorar, e eu falei que tudo bem. Tive muito medo de morrer e não poder mais acompanhar o crescimento dos meus filhos que, na época, tinham 2 e 6 anos. Sofri muito e, toda vez que olhava para a marca, me lembrava desse momento”, conta. Passado o susto, ela decidiu procurar um especialista, seis meses depois da cirurgia, para melhorar a aparência da cicatriz. “Ele me receitou uma pomada e fez aplicações de corticoide a cada 21 dias. A marca não sumiu completamente, mas melhorou 80%”, comemora.

Segundo o Dr. Daher, existe hoje uma gama de tratamentos para o queloide “Ele tem que ser tratado como tumor benigno, com tratamento específico. Na maioria das vezes, é indicado o uso do corticoide de triancinolona injetável, que faz com que a cicatriz pare de coçar, quando for o caso, e murche. Dependendo do grau, é possível fazer a retirada por técnicas próprias de ressecção cirúrgica, que vai remover parte do tecido em excesso, e fitas adesivas de silicone, que vão comprimir a região operada, evitando a produção excessiva de colágeno e reduzindo o fluxo sanguíneo”.

Quando o paciente já tem histórico de queloide e vai passar por uma cirurgia, é recomendado que ele alerte o médico, para que ele possa tomar as medidas preventivas. Foi o que Arly fez quando precisou passar por uma abdominoplastia no ano passado. “Durante a operação, o cirurgião fez a profilaxia com uso de corticoide, e, depois, continuei fazendo o tratamento em casa. Mesmo tendo queloide, a cicatriz ficou quase invisível”, diz.

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