Sete respostas esclarecedoras para quem suspeita que sua demais

Suar é um processo normal do organismo que se intensifica em situações como a prática de atividade física, em locais com pouca circulação do ar e movimentação intensa de pessoas ou em momentos que mexem com as emoções. Não é raro ouvir de quem tem fobia de altura que as mãos ficam molhadas minutos antes de entrar em um avião. O mesmo ocorre diante da espera ansiosa por um resultado de concurso ou da expectativa da final de um campeonato de futebol, no qual o time de coração busca fervorosamente a vitória. Esses são alguns dos milhares de exemplos que desencadeiam a produção do suor.

E por que suamos? Por conta de uma tarefa muito importante, que é ajustar a temperatura corporal. “O nosso sistema de termorregulação permite que o corpo fique ligeiramente abaixo de 37 graus centígrados. Se algum fator eleva essa temperatura, automaticamente o cérebro envia essa informação às glândulas sudoríparas, localizadas em uma camada mais interna da pele, responsáveis por produzir o suor. Esse líquido formado por água e sais minerais percorre dutos e entra em contato com a parte externa pelos poros. Com isso, a evaporação do suor esfria a pele, na sequência o sangue abaixo da pele, e este pela circulação baixa a temperatura”, explica detalhadamente o cirurgião torácico do Hospital Daher Lago Sul, Dr. Nuno Lima.

A transpiração ocorre por todo o corpo, afinal temos mais de 3 milhões de glândulas espalhadas por todas as partes. Se o funcionamento ocorre dentro do considerado padrão, tudo dá certo. O problema começa quando existe uma sudorese excessiva, que foge à normalidade a ponto de causar incômodo e até constrangimento. Se esse é o seu caso ou você conhece alguém que passa por isso, então não deixe de ler as sete respostas esclarecedoras do Dr. Nuno Lima sobre o assunto.

1. Quando há uma sudorese anormal?

A hiperidrose ou sudorese excessiva caracteriza-se pela produção exagerada e desproporcional de suor à temperatura ambiente ou ao exercício praticado. Ou seja, as glândulas sudoríparas produzem a substância, ainda que a situação não exija que a temperatura do corpo reduza. Quer exemplos? Quando a pessoa está em repouso ou em locais com baixas temperaturas. Em algumas situações, a sudorese é generalizada. Em outras, é localizada e acomete uma parte específica, principalmente as mãos, os pés, as axilas e a região craniofacial.

A intensidade varia e pode piorar nas estações mais quentes do ano e após uma situação de estresse. Um detalhe importante é que essa formação intensa de suor se torna um desconforto e traz prejuízos à vida pessoal, profissional e social.

A hiperidrose pode ser provocada pelo hipertireoidismo (hiperatividade da glândula tireoide) e pelos casos raros de unilateralidade. Fora isso, não existe uma causa específica, e é vista como uma disfunção leve do sistema simpático (parte do sistema nervoso autônomo).

2. Esse problema atinge muita gente?

Pesquisas apontam que cerca de 2% da população sofrem de hiperidrose. Qualquer pessoa pode apresentar os sintomas, mas a tendência demonstra ser mais frequente na infância e na adolescência.

3. Existe cura?

Sim. O especialista, em geral, busca primeiro o tratamento clínico, que se baseia no controle da sudorese excessiva. Isso pode ser feito pela indicação de antitranspirantes e medicamentos orais. Quando se constata gravidade, o médico opta pela intervenção cirúrgica.

4. Como é a cirurgia para acabar com a hiperidrose?

O nome desse procedimento é simpaticotomia. Tem um motivo para isso. Consiste no bloqueio do sistema simpático, principal via de estímulo na produção do suor. Com o paciente sob anestesia geral, o profissional realiza dois pequenos cortes nas duas axilas com o objetivo de alcançar o interior do tórax. Em seguida, ele introduz uma câmara de vídeo e instrumento de cirurgia. Pela técnica de videotoracoscopia, é possível bloquear o nervo simpático com a aplicação de clipes de titânio no nível desejado e em função da localização do sintoma.

A cirurgia dura menos de uma hora. O paciente recebe alta no dia seguinte.

No caso da sudorese excessiva e persistente nos pés, a cirurgia se realiza no abdômen e se chama simpatectomia lombar.

5) Quais os cuidados pós-operatórios a seguir?

Os cuidados pós-operatórios são os mesmos exigidos em qualquer cirurgia por vídeo. O paciente deve ter atenção ao curativo e usar os analgésicos prescritos pelo profissional para aliviar a dor.

As complicações são de baixa incidência e inerentes a qualquer procedimento cirúrgico sob anestesia geral. Vale ressaltar a possibilidade de ocorrência de efeito colateral do bloqueio simpático. Trata-se da hiperidrose compensatória ou reflexa, que ocorre em graus variáveis de intensidade e frequência, mas está presente em torno de 70 % dos pacientes submetidos à simpaticotomia. Até 2% referem intolerância a este sintoma colateral.

O tratamento cirúrgico é de proposta definitiva, embora ocorra a recidiva dos sintomas em torno de 4% dos pacientes operados.

6) Que médico devo procurar para me ajudar?

O profissional melhor treinado para realizar a simpaticotomia torácica é o cirurgião torácico. Trata-se de uma pessoa que tirará todas as dúvidas e, após uma avaliação, dirá se há realmente a necessidade de uma cirurgia.

7) O Hospital Daher Lago Sul atende paciente com sudorese excessiva?

Com certeza. O Hospital Daher Lago Sul realiza, em média, por semana, duas cirurgias desta natureza.  A cada três pacientes operados, dois são mulheres. Antes da década de 90, esse procedimento era realizado por toracotomia, que se caracteriza por incisão torácica com afastamento das costelas. Hoje, é diferente. “O Hospital Daher Lago Sul prioriza os métodos minimamente invasivos que oferecem mais conforto e resultados satisfatórios. Desta forma, realiza a técnica de videotoracoscopia. O tratamento da hiperidrose se popularizou e tem beneficiado um grande número de pessoas de forma exponencial. O Hospital Daher busca fazer isso com alto nível de profissionalismo e segurança”, conclui o Dr. Nuno Lima.

 

Saiba mais sobre o Dr. Nuno Ferreira de Lima

O Dr. Nuno Ferreira de Lima é natural de Lisboa (Portugal) e radicado no Brasil, há 41 anos. Formou-se em Medicina pela UCPel (RS). Em seguida, fez residência médica no Hospital Raphael Paula Souza (RJ).

O currículo do médico é extenso. É mestre em Cirurgia Torácica pela UFF (RJ). Além disso, é doutor em Cirurgia Torácica pela UFRS/Virgínia University (USA) e especialista em Cirurgia Torácica pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Torácica.

Atualmente, é cirurgião torácico no Hospital Daher Lago Sul, onde realiza vários tipos de cirurgias, inclusive a citada na reportagem para controle de hiperidrose. Vale ressaltar que se trata de um dos pouquíssimos especialistas em hiperidrose plantar existentes no país.

O Dr. Nuno Ferreira de Lima também presta consultoria e suporte no âmbito da cirurgia torácica.

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