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Nem toda cirurgia plástica pode trazer os resultados idealizados pelo paciente

Saiba quais cuidados tomar antes de optar por um procedimento estético

Muitas vezes, quando um paciente procura por um cirurgião plástico, ele já tem em mente como quer ficar e o que deve ser feito pelo especialista para que ele alcance o resultado desejado. Um exemplo é quando uma mulher vê uma linda modelo na capa de uma revista e deseja ter um nariz igual ao dela, mesmo quando o seu rosto não tem as mesmas proporções. Ou quando ela decide resolver o problema de mamas caídas por meio de uma prótese de silicone apenas, quando na verdade é preciso realizar uma cirurgia de retirada de pele, associada ou não ao implante.

Por esses motivos, muitas vezes, o paciente acaba se frustrando quando se consulta com um especialista, pois ele acaba descobrindo que: o resultado idealizado não é possível, é parcialmente possível, não é previsível com exatidão ou o procedimento cirúrgico não será da maneira que ele imagina.

Pode acontecer de um cirurgião menos experiente topar atender ao desejo do paciente, mas, sem a devida discussão e esclarecimento adequados, as consequências podem ser catastróficas, pelo desencontro do esperado e sonhado com o que a técnica pode efetivamente oferecer.

Um dos assuntos mais comentados na internet nas últimas semanas foi o preenchimento labial que a cantora Anitta fez. Da primeira vez, ela obteve um resultado bonito e natural. Não satisfeita, ela teria procurado o especialista pouco tempo depois para que ele aumentasse ainda mais os seus lábios. Ele teria se recusado a fazer, orientando a paciente a esperar por mais um tempo, antes de fazer um novo procedimento. Mas ela acabou procurando outra clínica, que teria feito o preenchimento do jeito que ela queria. Como consequência, o que era para ser uma boca carnuda e sensual, acabou se tornando um lábio exagerado e artificial, que foi muito criticado nas redes sociais.

Para não correr esse risco, o cirurgião plástico Dr. José Carlos Daher, fundador do Hospital Daher, aconselha que os pacientes pesquisem minuciosamente sobre o especialista que irá fazer o procedimento. O médico precisa, por exemplo, ser membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), porque assim o paciente terá certeza de que a operação será feita com mais precisão e que ele será devidamente orientado sobre quaisquer riscos cirúrgicos.

Para se ter uma ideia, o médico recém-formado que desejar ser membro da SBCP terá que fazer especialização de dois anos em cirurgia geral, três anos de cirurgia plástica, em serviço credenciado pela Sociedade e/ou Ministério da Educação, além de ser aprovado em uma prova escrita e oral de alto nível, aplicada pela própria SBCP.

Depois que o paciente escolher o especialista, o Dr. Daher recomenda que ele converse com o profissional sobre todos os seus desejos estéticos e expectativas, e que escute atentamente às recomendações do cirurgião, porque é o médico quem vai saber se o que o paciente quer é viável tecnicamente e se ele vai conseguir obter o resultado que o cliente deseja. “Muitas vezes, o cirurgião pode chegar bem perto do esperado pelo paciente, mas de formas e técnicas diferentes, pois ele tem um limite para atuar. Para isso, o paciente precisa ‘descer das nuvens’ e, após estar ciente de todos os prós e contras do procedimento, entrar em um acordo com o especialista”, orienta o Dr. Daher.

Queimaduras: além de deixar marcas permanentes, elas podem matar

Saiba como o cirurgião plástico pode ajudar a vítima

A professora Rosamary Lemes traz há anos no braço direito as marcas de um acidente doméstico. Quando tinha apenas sete anos, a mãe dela saiu de casa, para levar a irmã ao médico, e ela aproveitou para cozinhar. “Peguei uma panela e a coloquei para esquentar com banha dentro. Após alguns minutos, senti um cheiro forte de queimado e corri para apagar o fogo e tirar a panela do fogão. Mas quando segurei o cabo, ele estava muito quente, e acabei jogando tudo na pia. Foi aí que a gordura que estava dentro respingou no meu braço. Eu sofri uma dor terrível”, relata a professora.

Apesar das dores que sentiu, Rosamary teve sorte, uma vez que os acidentes por queimaduras estão entre as principais causas externas de morte registradas no país, perdendo apenas para os acidentes automobilísticos e homicídios, de acordo com dados da Sociedade Brasileira de Queimaduras. Os números também estimam que em torno de 1 milhão de pessoas sejam acometidas por algum tipo de queimadura no Brasil a cada ano, dos quais 200 mil são atendidos em serviços de emergência e 40 mil demandam hospitalização.

As queimaduras são lesões da derme que podem danificar os tecidos corporais e acarretar a morte celular. Elas são classificadas de três maneiras:

1º grau: Ocorre uma vermelhidão no local, seguida de inchaço e dor razoável. Não há formação de bolhas e a pele não se desprende. Não há cicatriz.

2º grau: Há destruição maior da epiderme e derme, e a dor é mais forte. Normalmente aparecem bolhas no local e a pele costuma se soltar total ou parcialmente. Esse tipo de queimadura pode deixar cicatrizes e manchas claras ou escuras na pele.

3º grau: É quando ocorre a destruição total de todas as camadas da pele. Ao contrário do que muitos pensam, a dor costuma ser pequena nesses casos, pois a queimadura é tão profunda que acaba danificando as terminações nervosas da pele. Esse tipo de agressão sempre deixa cicatriz. Pode existir a necessidade de tratamento cirúrgico e fisioterápico para retirada de lesões e aderências que afetem a movimentação.

De acordo com o cirurgião plástico e fundador do Hospital Daher, José Carlos Daher, muitas vezes as pessoas acreditam que o profissional tem poderes mágicos e pode retirar a cicatriz de queimadura por meio da cirurgia plástica. “O profissional dificilmente pode resolver uma ampla cicatriz causada por uma queimadura. Ele pode triar uma pequena cicatriz estreita, quando ele tem a possibilidade de tracionar os tecidos vizinhos e fechar, mas não é possível trocar a pele. A única coisa que a cirurgia plástica pode fazer é liberar as retrações para permitir que a pessoa faça uso pleno das suas articulações. Por exemplo, uma queimadura no cotovelo pode impedir o braço de se alongar. A atuação da cirurgia plástica é para permitir que a função volte minimamente ao normal, pois nunca se recupera o aspecto de uma pele normal. Por isso as pessoas têm que ser conscientizadas sobre os riscos, antes de se exporem a uma situação perigosa”, esclarece o especialista.

O cirurgião plástico lembra ainda que muitas pessoas acendem as churrasqueiras com a garrafa de álcool na mão, e que o risco de uma fagulha respingar no plástico é altíssimo. “Já atendi muitas pessoas que se queimaram gravemente ao acender churrasqueiras, por isso eu sempre alerto para que nunca joguem o álcool diretamente da garrafa, pois o plástico vai derreter na mão, e a queimadura será terrível. A maneira correta para evitar o acidente é molhar um pedaço de papel ou de tecido com o líquido inflamável e então jogar no carvão. Nunca podemos fazer um jato contínuo. A prevenção é a forma mais eficaz de evitar o problema”, alerta.

Por não terem plena noção dos perigos, as crianças são as maiores vítimas de queimaduras. Segundo o Ministério da Saúde, a cada ano são registradas 6 mil mortes e mais de 140 mil internações na rede pública de crianças abaixo de 14 anos, vítimas de acidentes domésticos. Entre os tipos de queimaduras mais comuns entre os pequenos, estão as decorrentes de escaldamento, ou seja, do derramamento de líquido fervente sobre eles.

O Dr. Daher também alerta para as queimaduras elétricas, que também são comuns entre as crianças. “Curiosas, elas podem enfiar objetos metálicos nas tomadas ou levar à boca fios ligados na eletricidade. Além do perigo do choque elétrico, que pode levar à parada cardíaca ou morte por asfixia, a corrente elétrica provoca queimaduras no local de entrada e de saída. Assim, a pequena mão de uma criança poderá ter dedos perdidos ou aleijados definitivamente, assim como os pequenos e delicados lábios poderão ser parcialmente destruídos, com importantes deformidades faciais. Alguns países da Europa, inclusive, determinam que as tomadas sejam colocadas a uma altura de mais de um metro, para proteger as crianças, providência que tomei em casa quando meus filhos ainda eram crianças”, diz o especialista.

Para evitar que as crianças se queimem, siga as orientações abaixo:

  • não deixe que os pequenos corram na cozinha enquanto estiver cozinhando;
  • deixe o cabo da panela virado para o centro do fogão;
  • guarde fósforos e isqueiros em um local seguro;
  • certifique-se de que o gás tenha válvula de segurança;
  • evite que crianças cheguem perto do forno, quando ele estiver sendo usado;
  • tome cuidado com a temperatura da água, quando for dar banho em um bebê;
  • mantenha as tomadas fechadas, com protetores específicos;
  • use fita isolante para fios desencapados;
  • deixe aparelhos desligados, quando não estiverem sendo usados;
  • mantenha longe do alcance dos pequenos produtos como soda cáustica, pilhas, baterias de relógios e de aparelhos eletrônicos, pois eles possuem conteúdo corrosivo;
  • não deixe que eles se exponham de forma excessiva ao sol.

Caso uma pessoa sofra uma queimadura, o indicado é lavar o local, colocar compressas frias para diminuir a dor e o edema. O resfriamento das lesões com água fria é o melhor tratamento de urgência da queimadura. A água alivia a dor, limpa a lesão, impede o aprofundamento das queimaduras e diminui o inchaço.

Caso a queimadura seja mais grave, é recomendado procurar um médico imediatamente, para evitar complicações e garantir o alívio da dor.

Nem toda cicatriz grossa e alta é queloide

Saiba diferenciar cada tipo

Sabe aquela cicatriz que fica grossa, alta, coça muito e tem uma coloração diferente das outras? Ela pode ser um queloide, problema estético provocado por uma produção exagerada de fibras de colágeno durante o processo de cicatrização, que causa dor e coceira. O problema atinge, principalmente, pessoas negras e asiáticas e aparece com mais frequência nos ombros, tórax, na região que fica acima do osso esterno e nas perfurações de orelha.

O queloide é formado dentro dos tecidos e aparece geralmente após cirurgias, feridas ou queimaduras. Ele também pode surgir em decorrência de inflamações na pele causadas por acne, borbulhas ou piercings no nariz e orelha.

Mas muitas pessoas confundem o queloide com a cicatriz hipertrófica, que também fica alta e imperfeita. O cirurgião plástico e fundador do Hospital Daher, José Carlos Daher, explica quais são as características de cada uma. “A cicatriz hipertrófica é aquela que fica mais avermelhada no início e vai ficando branca com o tempo. Ela fica limitada à área do trauma, e, na maioria das vezes, regride com o tempo. Já a cicatriz queloidiana evolui diferentemente. Ela cresce e não para, se tornando parecida com uma grande couve-flor. Além disso, ela coça e dá uma sensação de ferroadas na pele”, explica o especialista.

A auxiliar de enfermagem Arly Macaúba, de 43 anos, sabe bem como é conviver com o queloide. Após passar por uma cirurgia cardíaca, há oito anos, ela precisou lidar por muito tempo com a cicatriz que, além de causar desconforto estético, a fazia lembrar-se do momento traumático pelo qual passou. “Depois da cirurgia, adquiri uma infecção hospitalar e precisaram abrir meu peito novamente, porque ela estava se alastrando. Meu médico me avisou que a cicatriz poderia piorar, e eu falei que tudo bem. Tive muito medo de morrer e não poder mais acompanhar o crescimento dos meus filhos que, na época, tinham 2 e 6 anos. Sofri muito e, toda vez que olhava para a marca, me lembrava desse momento”, conta. Passado o susto, ela decidiu procurar um especialista, seis meses depois da cirurgia, para melhorar a aparência da cicatriz. “Ele me receitou uma pomada e fez aplicações de corticoide a cada 21 dias. A marca não sumiu completamente, mas melhorou 80%”, comemora.

Segundo o Dr. Daher, existe hoje uma gama de tratamentos para o queloide “Ele tem que ser tratado como tumor benigno, com tratamento específico. Na maioria das vezes, é indicado o uso do corticoide de triancinolona injetável, que faz com que a cicatriz pare de coçar, quando for o caso, e murche. Dependendo do grau, é possível fazer a retirada por técnicas próprias de ressecção cirúrgica, que vai remover parte do tecido em excesso, e fitas adesivas de silicone, que vão comprimir a região operada, evitando a produção excessiva de colágeno e reduzindo o fluxo sanguíneo”.

Quando o paciente já tem histórico de queloide e vai passar por uma cirurgia, é recomendado que ele alerte o médico, para que ele possa tomar as medidas preventivas. Foi o que Arly fez quando precisou passar por uma abdominoplastia no ano passado. “Durante a operação, o cirurgião fez a profilaxia com uso de corticoide, e, depois, continuei fazendo o tratamento em casa. Mesmo tendo queloide, a cicatriz ficou quase invisível”, diz.

Cirurgia para afinar rosto é cada vez mais desejada

José Carlos Daher explica como é feito o procedimento

Rostos arredondados, com um aspecto de “lua cheia”, têm causado insatisfação em mulheres que sonham com uma face mais estreita, com aspecto mais triangular e encovadas nas laterais. A nova moda brasileira, que começou em Hollywood, é adquirir esse resultado por meio da bichectomia, cirurgia que retira total ou parcialmente o tecido gorduroso profundo que existe nas bochechas, chamado de “bola célulo-adiposa de Bichat”.

Entre as divas de cinema que recorreram ao procedimento está Angelina Jolie, um dos símbolos atuais de beleza de rosto feminino, tão conhecido por sua exposição intensa na mídia. Ela é admirada tanto pelos seus lábios grossos e carnudos (que hoje se consegue de maneira segura com os enxertos de gordura), quanto pelo seu rosto contornado, com as maçãs salientes e as bochechas encovadas, conquistado por meio da bichectomia.

O procedimento é realizado exclusivamente por cirurgiões plásticos e, embora seja exigido conhecimento profundo e sofisticado da anatomia da face, é pouco invasivo e interfere minimamente no corpo do paciente. Como é restrito a uma pequena área, o método é feito sem perdas sanguíneas e praticamente sem complicações, desde que executado com maestria.

A cirurgia é feita dentro da boca, com uma incisão de aproximadamente um centímetro, junto e posterior à arcada dentária superior. Por meio desses acessos, o cirurgião identifica e extrai “as bolas de Bichat”. É um ato operatório que dura apenas alguns minutos, excluído o ritual de preparo e assepsia no rosto do paciente. Este não é um procedimento em que o cirurgião possa antever o resultado final, pois ele está limitado à quantidade de gordura ali existente. Se ela for abundante, será possível obter um encovamento maior. Se não, o paciente continuará obtendo um afinamento do rosto, mas talvez menor do que o sonhado.

Segundo o cirurgião plástico e fundador do Hospital Daher, José Carlos Daher, associar a cirurgia à lipoescultura facial pode garantir resultados ainda mais satisfatórios ao rosto do paciente. “A prática é executada rotineiramente no hospital há mais de 25 anos. Mas esta complementação só será indicada em um segundo momento, pois apesar de o resultado imediato ser percebido durante a conclusão do procedimento, o resultado definitivo da bichectomia só aparecerá de 60 a 90 dias após o ato operatório”, explica o especialista.

A bichectomia vem sendo realizada por cirurgiões plásticos há anos, mas geralmente associada a cirurgias de rejuvenescimento facial e pelo lado externo das bochechas. A popularização do procedimento feito pelo lado de dentro da boca surgiu recentemente. Entre os motivos para a grande procura estão a praticidade do acesso, custos menores e a aplicabilidade em pacientes jovens, frequentemente insatisfeitos com o contorno arredondado de seus rostos. O pós-operatório é simples, indolor e requer apenas uma higiene bucal adequada, com dieta pastosa nos primeiros quatro dias.

Cirurgia plástica pode melhorar casos de Paralisia Facial

José Carlos Daher explica quando o procedimento pode ser feito

Choque térmico, traumas decorrentes de acidentes, AIDS, herpes, entre outros problemas podem provocar paralisia facial. Ela ocorre quando existe a perda de movimento de um ou dos dois lados do rosto, ocasionada pela lesão do nervo da face. Daí em diante, o sorriso passa a ficar torto, os olhos se fecham com dificuldade, as sobrancelhas ficam paralisadas e a boca perde a função de reter a saliva.

Além de o problema produzir uma deformidade muito marcante e de difícil solução, ele também pode fazer com que a vítima tenha a capacidade de se expressar comprometida. Dependendo do que tiver ocasionado a paralisia facial, a cirurgia plástica de reanimação da face poderá proporcionar, dentro de suas limitações, melhora no quadro do paciente e esperança de melhoria estética e funcional.

Segundo o cirurgião plástico e fundador do Hospital Daher, José Carlos Daher, quando as paralisias são causadas por algum trauma, como cortes ou acidentes, as cirurgias de reparo podem ser indicadas, dependendo da gravidade e da área afetada. “Cada caso tem que ser avaliado. As paralisias que ocorrem mais distantes do tronco do nervo facial, por exemplo, podem se recuperar espontaneamente com o tempo, sendo necessária apenas a orientação médica e a fisioterapia, que irá garantir a integridade dos músculos através de estímulos, para evitar que eles atrofiem”, explica. No entanto, o especialista conta que, se a lesão for no tronco ou próxima, o tratamento terá que ser cirúrgico, para a recuperação da anatomia do nervo. “A cirurgia pode ser feita por suturas ou enxertos. É importante ressaltar que, nesses casos, a reparação precisa ser feita o mais rápido possível, não podendo jamais ultrapassar um ano. Após o devido diagnóstico, o tratamento poderá ir desde o reparo direto da lesão, passando por técnicas de reinervação da musculatura da mímica facial, que tem como objetivo recuperar a parte afetada através de impulsos elétricos, até a utilização de transplantes e transposições musculares, onde um músculo do membro inferior pode ser utilizado para fornecer função muscular à face”, detalha.

Outro tipo comum é a Paralisia de Bell, que pode ser causada por vírus, como o herpes simples. Ela pode acometer qualquer sexo e etnia. Nesse caso, o vírus pode atacar o nervo facial, fazendo com que ele fique inflamado e inchado. Nesse tipo de paralisia, o cirurgião plástico José Carlos Daher não indica intervenções cirúrgicas. “O tratamento será clínico, o que geralmente é suficiente, uma vez que a possibilidade de que seja um tipo de infecção virótica é alta”, explica.

Profissionais capacitados e técnicas modernas garantem resultados satisfatórios na cicatrização em cirurgias plásticas

Em 2013, pela primeira vez, o Brasil superou os Estados Unidos como líder mundial em número de cirurgias plásticas, conforme dados divulgados em julho deste ano pela Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (Isaps, na sigla em inglês).

Por se tratar de um procedimento para corrigir formas e embelezar, a preocupação com a cicatrização fica em primeiro plano. Isto gera a necessidade de uma atenção especial, já que o resultado depende de fatores que vão desde características pessoais, passando pelo pré e pós-operatório, e outros conhecimentos técnicos. “Por isso, quando as pessoas têm uma pintinha no rosto, por exemplo, devem avaliar se vale a pena tirar, pois a cicatriz pode ser bem maior e visível”, explica o cirurgião plástico, chefe de cirurgia plástica do Hospital Daher, no Lago Sul, José Carlos Daher.

Ainda de acordo com ele, a cicatrização é um processo fundamental para manter a integridade do corpo humano. “Toda vez que ocorre um corte na pele, uma escoriação ou uma área queimada, uma série de processos orgânicos se instalam no local para tentar recuperar o tecido que foi lesado”, completa o Dr. Daher.

Algumas cicatrizes formadas por esses traumas quase não deixam vestígios. Mas, em alguns casos, são muito extensas e podem atingir a auto-estima. A arte do cirurgião é descobrir uma maneira para que essa cicatriz fique o menos visível possível.

A dica do Dr. José Carlos Daher é que a cicatriz fique localizada na linha de tensão mínima. “Qualquer cicatriz que seja vertical à linha de tensão mínima quase sempre não vai dar um bom resultado. Como numa cesariana, quando se faz uma incisão vertical, técnica usada por algumas escolas mais conservadoras na Europa, deixando resultados feios”, orienta.

Hormônios que fazem a diferença

Fatores hormonais, na mulher, como a presença da progesterona, entre outros, durante a gravidez, também podem contribuir para a formação das cicatrizes, que tendem a ficar vermelhas e muito inchadas: são as cicatrizes hipertróficas. “Em termos de resultados gerais, a adolescência é a melhor fase para uma cirurgia pela higidez da pouca idade, mas é a pior para a cicatrização, sob o ponto de vista estético. A juventude produz cicatrizes muito vigorosas, exuberantes, hipertróficas e feias, demandando um tempo que vai até 18 meses para que regridam e se tornem riscos brancos. Já as mulheres de meia idade possuem melhor cicatrização”, conta o Dr. Daher. O local do corpo onde é feita a cirurgia também pode contribuir para o resultado da cicatrização. “Os melhores lugares são a face, o nariz, o abdome e as mamas. As regiões piores são a pré-esternal (entre as mamas), o ombro e a parte superior das costas”.

Quelóides e cicatrizes hipertróficas

Uma das maiores preocupações quando se fala em cicatrizes é a formação dos quelóides, que seria uma grande cicatriz, vermelha e inchada, na visão dos leigos. Mas o Dr. Daher explica que, na maioria das vezes, o que se tem não é um quelóide, mas uma cicatriz hipertrófica, que acontece por volta do 30º dia da cirurgia plástica e que pode durar de 6 meses a 2 anos. “A diferença entre essa cicatriz e o quelóide é que este último, tão temido, é uma marca que não para de crescer, como uma lagarta grande”, exemplifica o cirurgião.

Só um médico pode avaliar se é realmente um e não precisa esperar este tempo de até 2 anos e o tratamento é feito com injeções de corticóide direto na cicatriz. O acompanhamento do profissional dará esta dimensão para o diagnóstico. E, no caso das cicatrizes hipertróficas, não se deve usar da injeção de corticoide e o tratamento são as massagens e esperar por 18 a 24 meses

Quando falamos de cicatrizes, não podemos deixar de citar aquelas deixadas por acidentes com queimaduras, uma das piores cicatrizes, impossíveis de serem removidas por completo, mas passíveis de tratamento. Uma das novidades, descoberta nos últimos 5 anos por meio da prática médica, é que injeções de gordura retirada em lipoaspiração podem melhorar consideravelmente a recuperação dessas cicatrizes. “É o que há de mais moderno na área de tratamento de cicatrizes”, explica o cirurgião.

Para resumir, ele revela uma maneira para se obter uma boa cicatrização em uma cirurgia plástica: “As cicatrizes dependem destes fatores todos, mas é claro que existe também a técnica. Usar uma técnica de costura delicada e com fios e materiais de ótima qualidade é onde o cirurgião se diferencia”, reforça o Dr. Daher.

HOSPITAL DAHER realiza simpósio sobre cirurgias pós-bariátrica

A cirurgia bariátrica, popularmente chamada de redução do estômago, veio como uma alternativa para quem não consegue emagrecer por meio de dietas, atividades físicas e medicações indicadas pelos especialistas. A cirurgia provoca uma total mudança no estilo de vida, e as pessoas não podem deixar de saber que, após a cirurgia, por conta da grande redução de massa corporal, a pele perde elasticidade e sobra uma grande quantidade de pele flácida. Para discutir o assunto das cirurgias pós-bariátricas, o HOSPITAL DAHER recebeu, nos dias 11 e 12 de março, o Workshop de cirurgia pós-bariátrica, organizado pelo Centro de Estudos e com a presença de cirurgiões e anestesistas especialistas na área e a equipe do hospital.

De acordo com a Dra. Marcela Cammarota, responsável pelo evento, o objetivo foi discutir os procedimentos pós-cirurgia bariátrica, levantando o que existe de mais moderno nas técnicas cirúrgicas aplicadas para esse tratamento, com cirurgiões convidados de todo o país. “As palestras foram focadas em temas sobre técnicas cirúrgicas de cada uma das regiões do corpo que tratamos: abdômen, mamas, braços, tórax e pernas”, completou a cirurgiã.

Para o Dr. José Carlos Daher, chefe da Cirurgia Plástica, a cirurgia da obesidade força o emagrecimento dos pacientes, devolvendo-lhes uma saúde que estava perdida e normalizando índices sanguíneos, causadores de doenças, como o diabetes, por exemplo. “O pós- emagrecimento leva a uma dismorfia corporal importante, pois sobram grandes “aventais” de tecido e pele magra, tanto no abdômen, quanto no torso, braços, mamas e coxas, e a cirurgia plástica se desenvolveu no sentido da cirurgia pós-bariátrica, resgatando as formas corporais normais de um paciente, agora, mais magro”, explica o cirurgião. Ele ainda conta que, para isso, a cirurgia precisou se despir do preconceito contra as incisões longas e extensas, necessárias nesses casos, e criaram técnicas para diminuir o número de atos operatórios para obter os resultados finais desejáveis.

Um dos cirurgiões plásticos que participou do evento discutindo a cirurgia de mama pós-bariátrica foi o Dr. Ricardo Baroudi, de São Paulo. A palestra dele sobre Cirurgia Plástica Estética das Mamas foi recebida com atenção pelos participantes. “Informamos de maneira bastante objetiva os conceitos e cuidados referentes ao procedimento, considerado por mim bastante difícil e laborioso na sua execução, não só pela variedade estrutural das mamas, mas pela grande quantidade de fatores que interferem na qualidade dos resultados a curto, médio e longo prazo”, conta o médico. Para ele, eventos científicos fazem parte do ensino da especialidade para trocas importantes de informações que tragam subsídios para a formação de novas gerações de cirurgiões plásticos.

O Dr. Baroudi lembra ainda que o HOSPITAL DAHER, por meio do Centro de Estudos, se volta objetivamente para o ensino da cirurgia plástica dentro dos moldes inseridos nas regulamentações da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e vem promovendo, periodicamente, eventos cada vez mais amplos e importantes com essa finalidade. “Participar como palestrante num evento desse porte não e só uma prestigiosa honra, como também uma certeza de termos nossa pequena e humilde contribuição reconhecida”, completa o cirurgião plástico.

Próteses realistas substituem orelhas deformadas

Técnica tem sido aplicada com sucesso em pacientes com microtia

Um em cada seis mil bebês que nascem no mundo têm microtia, uma anomalia congênita que faz com que uma ou duas orelhas sejam subdesenvolvidas.

Essas anomalias não têm causas conhecidas, mas são associadas a alterações genéticas, sendo que, em 90% dos casos, vêm acompanhadas de síndromes que causam deformidades em outras partes do corpo, como  face, coração, tórax, membros superiores e inferiores.

A doença é classificada em 4 graus de gravidade:

 – Grau I: existe o desenvolvimento normal do canal auditivo, mas  o pavilhão auricular é incompleto;

– Grau II: a orelha é parcialmente desenvolvida, mas com canal auditivo estreitado, resultando em considerável perda auditiva;

– Grau III: esta é a forma mais comum de microtia. Nela, o pavilhão auricular é ausente, apresentando somente uma pequena estrutura. O canal auditivo, bem como o tímpano, também não estão presentes;

– Grau IV: neste caso, não existe orelha nem canal auditivo.

O tratamento da microtia pode ser realizado de três formas: com a reconstrução com molde cartilaginoso, onde cartilagens e ossos do próprio corpo são utilizados, órtese, que é a inserção de uma prótese externa e a reconstrução de toda a orelha com um molde protético, que garante um nível de perfeição bem realista.

Segundo o cirurgião plástico e fundador do Hospital Daher, José Carlos Daher, a cirurgia tradicional, utilizando materiais corpóreos, é extremamente complexa, apresentando resultados discretos. “Dificilmente o profissional vai conseguir restabelecer o aparelho auditivo de forma perfeita. Mesmo assim é importante que a criança faça a cirurgia, já que qualquer melhoria vai impactar na autoestima”, aconselha. O médico também explica que essa cirurgia pode começar a ser feita a partir dos quatro anos de idade, quando a cartilagem da orelha já é estável o suficiente para a correção, mas, posteriormente, outras intervenções serão necessárias. “É importante fazer a cirurgia em três ou quatro tempos, para que o resultado fique mais próximo ao esperado”, explica.

Entretanto a substituição do processo cirúrgico por uma reposição total por meio de próteses ou órteses é a mais indicada pelo especialista. “É fundamental hoje em dia, como substituição, ao invés de cirurgia,  fazer a reposição total por prótese ou órtese. É possível desenvolver uma arte, já que os materiais plásticos são uma perfeição”, explica Daher.

Entre as vantagens indiscutíveis das próteses estão a rapidez, segurança e integração do molde ao canal auditivo, não representando nenhum desafio cirúrgico.

Entre as desvantagens estão a possibilidade da perda, que é mínima, e o fato de não mudar de cor com a variação das estações.

Medição de volumes em cirurgia plástica estética foi apresentada em Congresso Internacional pelo Hospital Daher

Aconteceu no Rio de Janeiro, de 19 a 22 de setembro, o 22º Congresso Internacional de Cirurgia Plástica Estética, ISAPS 2014. O Hospital Daher foi representado pelo chefe da Cirurgia Plástica, Dr. José Carlos Daher.

Ele apresentou uma pesquisa desenvolvida pelo hospital, já divulgada em outros congressos fora do Brasil, mas, pela primeira vez, em um internacional. A instituição tem desenvolvido um trabalho sobre a medição de volumes a serem injetados em cirurgias plásticas estéticas, a princípio, em procedimentos faciais.

O Dr. Daher conta que já está provado que não se recupera a jovialidade da face apenas esticando a pele, é preciso fazer o reposição volumétrica das estruturas faciais e uma das maiores dificuldades é mensurar as quantidades ideais a serem injetadas. “Desenvolvemos em parceria com o serviço de tomografia do hospital, a tomografia computadorizada, um protocolo para essa medição”, completa o Dr. Daher. Ele explica que ainda não há nada publicado neste sentido, que é mesmo uma novidade e que tem sido recebida com grande entusiasmo pelos colegas. “Nós estamos fazendo, especificamente, na face, mas pode depois ser estendido a outros membros para preencher vazios no corpo, em pessoas que sofreram acidentes, por exemplo”, completa o cirurgião.

O Congresso reuniu especialistas do mundo inteiro, mais de 40 países foram representados. Para Dr. José Carlos Daher, essa reunião de profissionais gera entusiasmo. “Todo congresso tem sempre uma pequena novidade que você vai apreender. A diversidade do pensamento é o que permite que se chegue a ideias novas, e cada um em seu canto. E um congresso internacional é o local ideal para isso”, finaliza.

Saiba como foi o Congresso ISAPS 2014 em http://www.isapscongress.org/pt-br/