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Saiu na Mídia: Palavra do especialista

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Publicado em: Correio Braziliense.

Beleza ao alcance das mãos

As mãos podem se tornar um ponto de desarmonia para as mulheres, já que com o passar do tempo várias mudanças, como o aparecimento de pintas, manchas, perda de volume ressecamento, entre outras, fazem com que haja uma procura pelos consultórios de cirurgiões plásticos para recuperar a beleza perdida desta parte importante do corpo. Mas nem sempre o objetivo é alcançado.

O tratamento mais comumente oferecido é o laser, que clareia os efeitos das manchas e ameniza sinais de envelhecimento. Mas tratar apenas a aparência da pele para reduzir consideravelmente as manchas e amenizar as pintas com os modernos tratamentos disponíveis embora importante, não é tudo o que se pode e deve fazer para que a jovialidade das mãos seja recuperada.

Com o passar dos anos e a perda de volume, as mãos ficam com aspecto “esqueletizado”, mostrando veias, tendões, o que compromete, e muito, a parte estética. Para tentar reverter o quadro, a solução oferecida pelo cirurgião plástico Dr. José Carlos Daher, fundador do Hospital Daher, é uma técnica pouco divulgada, mas eficaz para o problema. “A técnica combina a recuperação do aspecto da pele com a ideia da recuperação do volume. Quem conhece uma mão jovem, a das crianças, por exemplo, que não seja túrgida, ’rechonchuda’? Esta recuperação do volume consiste em injetarmos gordura nas mãos, por meio de uma mínima incisão no dorso da mão à altura do pulso.” Ele explica que a gordura é conseguida em qualquer zona doadora do próprio corpo e onde esteja em excesso, já que é uma pequena quantidade, de aproximadamente 60 a 80 ml, como nos culotes, baixo-ventre, face interna das coxas, flancos, entre outras partes. Depois essa gordura é processada para que fique concentrada e é implantada. “Fazemos essas inserções, e o resultado é lindo, pois a reabsorção é rápida nesta parte do corpo”, explica o cirurgião.

Mas a técnica tem suas limitações. Embora o tratamento da textura da pele seja duradouro, em relação às manchas, por exemplo, a gordura injetada será absorvida em quantidades maiores ou menores, dependendo do organismo de cada um, e isto indicará a quantidade de vezes e a periodicidade com que o tratamento deverá ser repetido. Em todo enxerto de gordura, há sempre uma parte que é incorporada definitivamente pelo organismo naquele local. Assim, o procedimento do enxerto de gordura, que é relativamente simples e pouco invasivo, pode ser repetido mais vezes, deixando sempre uma parcela a mais de gordura incorporada.

O pós-operatório não é limitante. Apenas alguns cuidados precisam ser tomados, como deixar as mãos elevadas por um tempo antes de voltar às atividades. O Dr. Daher completa que o resultado, na grande maioria das vezes, é muito bom, e o que vai mudar, dependendo de cada pessoa, é a durabilidade do efeito. “Lembrando que para ser mais eficaz, o ideal é que a injeção de gordura seja feita junto com a aplicação de laser, em momentos distintos, mas de forma conjunta para um resultado que traga perfeita satisfação”, finaliza o cirurgião.

Queimaduras: além de deixar marcas permanentes, elas podem matar

Saiba como o cirurgião plástico pode ajudar a vítima

A professora Rosamary Lemes traz há anos no braço direito as marcas de um acidente doméstico. Quando tinha apenas sete anos, a mãe dela saiu de casa, para levar a irmã ao médico, e ela aproveitou para cozinhar. “Peguei uma panela e a coloquei para esquentar com banha dentro. Após alguns minutos, senti um cheiro forte de queimado e corri para apagar o fogo e tirar a panela do fogão. Mas quando segurei o cabo, ele estava muito quente, e acabei jogando tudo na pia. Foi aí que a gordura que estava dentro respingou no meu braço. Eu sofri uma dor terrível”, relata a professora.

Apesar das dores que sentiu, Rosamary teve sorte, uma vez que os acidentes por queimaduras estão entre as principais causas externas de morte registradas no país, perdendo apenas para os acidentes automobilísticos e homicídios, de acordo com dados da Sociedade Brasileira de Queimaduras. Os números também estimam que em torno de 1 milhão de pessoas sejam acometidas por algum tipo de queimadura no Brasil a cada ano, dos quais 200 mil são atendidos em serviços de emergência e 40 mil demandam hospitalização.

As queimaduras são lesões da derme que podem danificar os tecidos corporais e acarretar a morte celular. Elas são classificadas de três maneiras:

1º grau: Ocorre uma vermelhidão no local, seguida de inchaço e dor razoável. Não há formação de bolhas e a pele não se desprende. Não há cicatriz.

2º grau: Há destruição maior da epiderme e derme, e a dor é mais forte. Normalmente aparecem bolhas no local e a pele costuma se soltar total ou parcialmente. Esse tipo de queimadura pode deixar cicatrizes e manchas claras ou escuras na pele.

3º grau: É quando ocorre a destruição total de todas as camadas da pele. Ao contrário do que muitos pensam, a dor costuma ser pequena nesses casos, pois a queimadura é tão profunda que acaba danificando as terminações nervosas da pele. Esse tipo de agressão sempre deixa cicatriz. Pode existir a necessidade de tratamento cirúrgico e fisioterápico para retirada de lesões e aderências que afetem a movimentação.

De acordo com o cirurgião plástico e fundador do Hospital Daher, José Carlos Daher, muitas vezes as pessoas acreditam que o profissional tem poderes mágicos e pode retirar a cicatriz de queimadura por meio da cirurgia plástica. “O profissional dificilmente pode resolver uma ampla cicatriz causada por uma queimadura. Ele pode triar uma pequena cicatriz estreita, quando ele tem a possibilidade de tracionar os tecidos vizinhos e fechar, mas não é possível trocar a pele. A única coisa que a cirurgia plástica pode fazer é liberar as retrações para permitir que a pessoa faça uso pleno das suas articulações. Por exemplo, uma queimadura no cotovelo pode impedir o braço de se alongar. A atuação da cirurgia plástica é para permitir que a função volte minimamente ao normal, pois nunca se recupera o aspecto de uma pele normal. Por isso as pessoas têm que ser conscientizadas sobre os riscos, antes de se exporem a uma situação perigosa”, esclarece o especialista.

O cirurgião plástico lembra ainda que muitas pessoas acendem as churrasqueiras com a garrafa de álcool na mão, e que o risco de uma fagulha respingar no plástico é altíssimo. “Já atendi muitas pessoas que se queimaram gravemente ao acender churrasqueiras, por isso eu sempre alerto para que nunca joguem o álcool diretamente da garrafa, pois o plástico vai derreter na mão, e a queimadura será terrível. A maneira correta para evitar o acidente é molhar um pedaço de papel ou de tecido com o líquido inflamável e então jogar no carvão. Nunca podemos fazer um jato contínuo. A prevenção é a forma mais eficaz de evitar o problema”, alerta.

Por não terem plena noção dos perigos, as crianças são as maiores vítimas de queimaduras. Segundo o Ministério da Saúde, a cada ano são registradas 6 mil mortes e mais de 140 mil internações na rede pública de crianças abaixo de 14 anos, vítimas de acidentes domésticos. Entre os tipos de queimaduras mais comuns entre os pequenos, estão as decorrentes de escaldamento, ou seja, do derramamento de líquido fervente sobre eles.

O Dr. Daher também alerta para as queimaduras elétricas, que também são comuns entre as crianças. “Curiosas, elas podem enfiar objetos metálicos nas tomadas ou levar à boca fios ligados na eletricidade. Além do perigo do choque elétrico, que pode levar à parada cardíaca ou morte por asfixia, a corrente elétrica provoca queimaduras no local de entrada e de saída. Assim, a pequena mão de uma criança poderá ter dedos perdidos ou aleijados definitivamente, assim como os pequenos e delicados lábios poderão ser parcialmente destruídos, com importantes deformidades faciais. Alguns países da Europa, inclusive, determinam que as tomadas sejam colocadas a uma altura de mais de um metro, para proteger as crianças, providência que tomei em casa quando meus filhos ainda eram crianças”, diz o especialista.

Para evitar que as crianças se queimem, siga as orientações abaixo:

  • não deixe que os pequenos corram na cozinha enquanto estiver cozinhando;
  • deixe o cabo da panela virado para o centro do fogão;
  • guarde fósforos e isqueiros em um local seguro;
  • certifique-se de que o gás tenha válvula de segurança;
  • evite que crianças cheguem perto do forno, quando ele estiver sendo usado;
  • tome cuidado com a temperatura da água, quando for dar banho em um bebê;
  • mantenha as tomadas fechadas, com protetores específicos;
  • use fita isolante para fios desencapados;
  • deixe aparelhos desligados, quando não estiverem sendo usados;
  • mantenha longe do alcance dos pequenos produtos como soda cáustica, pilhas, baterias de relógios e de aparelhos eletrônicos, pois eles possuem conteúdo corrosivo;
  • não deixe que eles se exponham de forma excessiva ao sol.

Caso uma pessoa sofra uma queimadura, o indicado é lavar o local, colocar compressas frias para diminuir a dor e o edema. O resfriamento das lesões com água fria é o melhor tratamento de urgência da queimadura. A água alivia a dor, limpa a lesão, impede o aprofundamento das queimaduras e diminui o inchaço.

Caso a queimadura seja mais grave, é recomendado procurar um médico imediatamente, para evitar complicações e garantir o alívio da dor.

Nem toda cicatriz grossa e alta é queloide

Saiba diferenciar cada tipo

Sabe aquela cicatriz que fica grossa, alta, coça muito e tem uma coloração diferente das outras? Ela pode ser um queloide, problema estético provocado por uma produção exagerada de fibras de colágeno durante o processo de cicatrização, que causa dor e coceira. O problema atinge, principalmente, pessoas negras e asiáticas e aparece com mais frequência nos ombros, tórax, na região que fica acima do osso esterno e nas perfurações de orelha.

O queloide é formado dentro dos tecidos e aparece geralmente após cirurgias, feridas ou queimaduras. Ele também pode surgir em decorrência de inflamações na pele causadas por acne, borbulhas ou piercings no nariz e orelha.

Mas muitas pessoas confundem o queloide com a cicatriz hipertrófica, que também fica alta e imperfeita. O cirurgião plástico e fundador do Hospital Daher, José Carlos Daher, explica quais são as características de cada uma. “A cicatriz hipertrófica é aquela que fica mais avermelhada no início e vai ficando branca com o tempo. Ela fica limitada à área do trauma, e, na maioria das vezes, regride com o tempo. Já a cicatriz queloidiana evolui diferentemente. Ela cresce e não para, se tornando parecida com uma grande couve-flor. Além disso, ela coça e dá uma sensação de ferroadas na pele”, explica o especialista.

A auxiliar de enfermagem Arly Macaúba, de 43 anos, sabe bem como é conviver com o queloide. Após passar por uma cirurgia cardíaca, há oito anos, ela precisou lidar por muito tempo com a cicatriz que, além de causar desconforto estético, a fazia lembrar-se do momento traumático pelo qual passou. “Depois da cirurgia, adquiri uma infecção hospitalar e precisaram abrir meu peito novamente, porque ela estava se alastrando. Meu médico me avisou que a cicatriz poderia piorar, e eu falei que tudo bem. Tive muito medo de morrer e não poder mais acompanhar o crescimento dos meus filhos que, na época, tinham 2 e 6 anos. Sofri muito e, toda vez que olhava para a marca, me lembrava desse momento”, conta. Passado o susto, ela decidiu procurar um especialista, seis meses depois da cirurgia, para melhorar a aparência da cicatriz. “Ele me receitou uma pomada e fez aplicações de corticoide a cada 21 dias. A marca não sumiu completamente, mas melhorou 80%”, comemora.

Segundo o Dr. Daher, existe hoje uma gama de tratamentos para o queloide “Ele tem que ser tratado como tumor benigno, com tratamento específico. Na maioria das vezes, é indicado o uso do corticoide de triancinolona injetável, que faz com que a cicatriz pare de coçar, quando for o caso, e murche. Dependendo do grau, é possível fazer a retirada por técnicas próprias de ressecção cirúrgica, que vai remover parte do tecido em excesso, e fitas adesivas de silicone, que vão comprimir a região operada, evitando a produção excessiva de colágeno e reduzindo o fluxo sanguíneo”.

Quando o paciente já tem histórico de queloide e vai passar por uma cirurgia, é recomendado que ele alerte o médico, para que ele possa tomar as medidas preventivas. Foi o que Arly fez quando precisou passar por uma abdominoplastia no ano passado. “Durante a operação, o cirurgião fez a profilaxia com uso de corticoide, e, depois, continuei fazendo o tratamento em casa. Mesmo tendo queloide, a cicatriz ficou quase invisível”, diz.

Mitos e verdades sobre a flacidez facial

José Carlos Daher ajuda a desvendar as causas do problema

O rosto é um dos primeiros locais do corpo a refletir as ações da idade e o mais difícil de disfarçar. Por isso, é essencial que homens e mulheres comecem a tomar medidas desde cedo para retardar esse processo, como utilizar filtro solar, hidratantes à base de colágeno e óculos de sol. Mas com a constante preocupação em relação às temidas marcas da idade, muitas pessoas se privam de hábitos saudáveis, como o da corrida, por medo de que eles causem o enfraquecimento das fibras do rosto. Para isso, elaboramos uma lista de mitos e verdades sobre a flacidez facial. Confira abaixo:

Remover os pelos do rosto com cera pode causar rugas e flacidez?
Mito, desde que a depilação não seja feita de forma exagerada. As fibras de colágeno e a elastina da derme não são atingidas durante o processo.

Dormir de barriga para baixo causa flacidez?
Mito. A posição adotada na hora do sono não causa flacidez. Mas, como com a idade a pele se torna menos elástica, a pressão do travesseiro sob o rosto pode causar rugas. Por esse motivo, é recomendado o uso de travesseiros específicos para evitar as marcas na face.

Correr causa flacidez no rosto?
Mito. Durante a corrida, o corpo não tem o poder de danificar o colágeno da pele.

Exposição prolongada ao sol pode causar flacidez facial?
Verdade. A exposição prolongada aos raios ultravioletas ao ar livre, principalmente no horário entre 10h e 16h, pode ocasionar a quebra do colágeno. Por esta razão, é essencial passar protetor solar adequadamente sempre que houver exposição ao sol, mesmo que o tempo esteja frio.

Exercícios faciais podem reduzir a flacidez da pele?
Em parte. Os exercícios são aliados contra a flacidez, pois eles aumentam o tamanho dos músculos da face. Por outro lado, podem levar ao aumento das linhas de expressão, uma vez que os ligamentos que sustentam nossa musculatura se afrouxam com o tempo, e os movimentos repetitivos na pele pouco elástica podem causar rugas.

Perder peso pode aumentar a flacidez?
Verdade. Quando a pessoa engorda, a pele do rosto se estica para acomodar o ganho. Caso esse peso extra seja perdido, a derme não será capaz de voltar ao seu estado anterior. Conforme o corpo envelhece, a pele perde elasticidade e, depois de esticada, ela não voltará à mesma condição de quando era jovem.

Fumar provoca flacidez na pele?
Verdade. Além de ser um destruidor de colágeno, proteína responsável por atribuir elasticidade aos tecidos do corpo, o movimento repetitivo de fumar ainda causa marcas de expressão ao redor da boca.

Hoje é possível reduzir a flacidez por meio de produtos tópicos, como cremes, que aumentam a produção de colágeno na pele, e também pela ingestão de Vitamina C, que ajuda a recuperar a elasticidade da derme. O cirurgião plástico e fundador do Hospital Daher, José Carlos Daher, explica que hoje existe uma gama de procedimentos estéticos disponíveis para protelar o procedimento cirúrgico. “O procedimento que é indiscutivelmente mais eficiente para o rejuvenescimento facial é a injeção de gordura. Ela é retirada de outra parte do corpo do paciente e injetada no local desejado do rosto para dar volume. Mas o procedimento só deverá ser realizado sob indicação médica”, alerta.

Cirurgia plástica pode melhorar casos de Paralisia Facial

José Carlos Daher explica quando o procedimento pode ser feito

Choque térmico, traumas decorrentes de acidentes, AIDS, herpes, entre outros problemas podem provocar paralisia facial. Ela ocorre quando existe a perda de movimento de um ou dos dois lados do rosto, ocasionada pela lesão do nervo da face. Daí em diante, o sorriso passa a ficar torto, os olhos se fecham com dificuldade, as sobrancelhas ficam paralisadas e a boca perde a função de reter a saliva.

Além de o problema produzir uma deformidade muito marcante e de difícil solução, ele também pode fazer com que a vítima tenha a capacidade de se expressar comprometida. Dependendo do que tiver ocasionado a paralisia facial, a cirurgia plástica de reanimação da face poderá proporcionar, dentro de suas limitações, melhora no quadro do paciente e esperança de melhoria estética e funcional.

Segundo o cirurgião plástico e fundador do Hospital Daher, José Carlos Daher, quando as paralisias são causadas por algum trauma, como cortes ou acidentes, as cirurgias de reparo podem ser indicadas, dependendo da gravidade e da área afetada. “Cada caso tem que ser avaliado. As paralisias que ocorrem mais distantes do tronco do nervo facial, por exemplo, podem se recuperar espontaneamente com o tempo, sendo necessária apenas a orientação médica e a fisioterapia, que irá garantir a integridade dos músculos através de estímulos, para evitar que eles atrofiem”, explica. No entanto, o especialista conta que, se a lesão for no tronco ou próxima, o tratamento terá que ser cirúrgico, para a recuperação da anatomia do nervo. “A cirurgia pode ser feita por suturas ou enxertos. É importante ressaltar que, nesses casos, a reparação precisa ser feita o mais rápido possível, não podendo jamais ultrapassar um ano. Após o devido diagnóstico, o tratamento poderá ir desde o reparo direto da lesão, passando por técnicas de reinervação da musculatura da mímica facial, que tem como objetivo recuperar a parte afetada através de impulsos elétricos, até a utilização de transplantes e transposições musculares, onde um músculo do membro inferior pode ser utilizado para fornecer função muscular à face”, detalha.

Outro tipo comum é a Paralisia de Bell, que pode ser causada por vírus, como o herpes simples. Ela pode acometer qualquer sexo e etnia. Nesse caso, o vírus pode atacar o nervo facial, fazendo com que ele fique inflamado e inchado. Nesse tipo de paralisia, o cirurgião plástico José Carlos Daher não indica intervenções cirúrgicas. “O tratamento será clínico, o que geralmente é suficiente, uma vez que a possibilidade de que seja um tipo de infecção virótica é alta”, explica.