Procedimentos minimamente invasivos ou cirurgia plástica?

Neste momento, o mundo desfruta da chegada dos procedimentos estéticos minimamente invasivos, um conjunto de técnicas que oferecem dano físico mínimo ao cliente saúde e um resultado próximo ao da intervenção cirúrgica convencional. Portanto, com a oferta no mercado de preenchimentos faciais, um método menos agressivo e que proporciona o efeito desejado, a cirurgia plástica da face tende a desaparecer? Não é o que pensa um dos precursores da cirurgia plástica em Brasília, o cirurgião plástico Dr. José Carlos Daher.

A medicina cirúrgica e a minimamente invasiva não competem entre si, mas, de acordo com Dr. Daher, representam mercadorias e ciências diferentes, que tiveram distintas épocas de ouro e, atualmente, ocupam lugares e momentos diversos na vida do cliente saúde que busca manter sua jovialidade. Para compreender como funciona a associação das técnicas, é preciso recuperar as mudanças que o conceito de envelhecimento sofreu.

Durante os anos 1960 e 70, ocorria o boom da cirurgia plástica no Brasil, introduzida “pelas mãos e palavra” do cirurgião plástico Dr. Ivo Pitanguy, com quem Dr. Daher trabalhou. A ritidoplastia era a cirurgia que eliminava o que até então se entendia por envelhecimento: as rugas. Por meio do descolamento e tração da pele do rosto, retirava-se os sinais do cliente saúde entre seus 37 e 41 anos.

Envelhecer, no entanto, não se refere mais somente ao surgimento de rugas, mas também à queda das estruturas e perda do volume da face. A recente definição de envelhecimento agora leva em consideração o contorno cavo dos olhos (olheiras profundas), o aparecimento do “bigode chinês” (traços que ligam o nariz à boca) e o emagrecimento das maçãs do rosto, entre outros sinais. E, para dar conta desses novos problemas, a cirurgia plástica da face precisou de auxílio.

Segundo Dr. Daher, a recuperação da jovialidade depende da associação de preenchimentos e retiradas de volume em locais específicos, o que não se resolve somente “puxando a pele”. O preenchimento facial com ácido hialurônico, por exemplo, ocupa os sulcos e rugas do rosto. Enquanto a aplicação da toxina botulínica (o popular “botox”) paralisa os músculos, o que impede a formação das rugas de expressão. Há também os lasers, que retiram manchas e até tatuagens, e os peelings, voltados para melhorar a textura da pele.

No entanto, os procedimentos minimamente invasivos são alternativas iniciais, que cumprem o papel de protelar a realização da cirurgia plástica da face para quem deseja envelhecer bem. Com o passar do tempo, o cliente saúde atinge uma idade em que a aplicação de preenchedores e botox não adianta mais, porque, de acordo com Dr. Daher, “há uma desestruturação importante dos tecidos e ligamentos que sustentam a pele”.

E essa desestruturação só pode ser revertida cirurgicamente. Segundo Dr. Daher, a partir dos 50 anos de idade é recomendada a cirurgia plástica da face, para que o cliente saúde chegue aos 80 com uma aparência jovial. Assim, os procedimentos minimamente invasivos não representam ameaça à ritidoplastia, mas a antecedem até o ponto em que não podem mais contribuir. A medicina minimamente invasiva é aliada da cirúrgica no processo de manutenção da jovialidade.

Cirurgia Plástica do Daher ganha mais um integrante da família fundadora do hospital

Filho de peixe peixinho é. Tal pai, tal filho. Esses são alguns dos antigos ditados populares que fazem referência à semelhança de comportamento e habilidades entre pais e filhos. E eles se encaixam perfeitamente à chegada do Dr. Leonardo Daher à equipe de Cirurgia Plástica do Hospital Daher Lago Sul, no Distrito Federal. O médico é filho do Dr. José Carlos Daher, renomado na mesma especialidade e fundador da unidade de saúde, hoje uma referência na capital do País.

Saiba mais sobre o Dr. Leonardo Daher

Foi na infância que o então menino, natural de Brasília-DF, despertou o interesse pela Medicina e já pela Cirurgia Plástica. É o que costuma dizer desde sempre. O passar dos anos serviram para desabrochar o entusiasmo pela profissão escolhida pelo pai. Até que em 2006 ingressou na Universidade Católica de Brasília, onde permaneceu durante 6 anos.

Com o diploma em mãos, realizou residência médica em Cirurgia Geral pela Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal, no Hospital Regional de Sobradinho, pré-requisito indispensável para a formação em Cirurgia Plástica.

Deu continuidade ao seu treinamento por mais 3 anos no Serviço de Cirurgia Plástica do Hospital Daher, que desde 1980 forma cirurgiões nesta especialidade. Após tanta dedicação, conquistou seu título de Especialista em Cirurgia Plástica, conferido pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e aceito pela Associação Médica Brasileira e Conselho Regional de Medicina, nos quais o documento deve estar devidamente registrado para exercer a atividade.

A carreira conta com um reconhecimento de peso. O cirurgião plástico, professor, escritor e membro da Academia Nacional de Medicina e da Academia Brasileira de Letras, Ivo Pitanguy, considerado o maior cirurgião plástico do mundo, era amigo da família Daher e acompanhou de perto a vida do Dr. Leonardo Daher. Convicto da escolha correta, Pitanguy foi pessoalmente convidar o jovem médico a concluir a formação com ele.

“Foi um convite que me deixou honrado e lisonjeado, porém expliquei ao professor que por razões pessoais preferia ficar em Brasília. Foi quando optei por fazer minha formação, junto ao meu pai, no Serviço do Hospital Daher, credenciado da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica”, conta.

Ao lado do Dr. José Carlos Daher, fundador do Serviço do Hospital Daher em 1979, o Dr. Leonardo Daher subiu mais alguns degraus na vida profissional. Atualmente, integra o corpo médico, com consultório próprio, na unidade de saúde, onde, diariamente, coloca em prática o resultado do empenho dos últimos anos, permeado por valores como ética e responsabilidade.

O exercício da profissão é fundamentado também na missão de dar continuidade ao trabalho do pai, que há mais de 40 anos dedica-se à Cirurgia Plástica. “Tenho como foco contribuir para manter a tradição e qualidade deste serviço, que se iniciou em 1979 e desde 1980 forma cirurgiões plásticos em Brasília, sendo uma importante referência neste campo da Medicina”, explicou.

Desafios? Esses não faltam num caminho que já começou promissor. “O maior é implementar no Hospital Daher Lago Sul os serviços de Cirurgia Estética e Reparadora que porventura careçam de expansão na cidade, aglutinando e valorizando os profissionais da área que queiram se engajar neste processo. E aqui falo da Microcirurgia e Cirurgia do Trauma da Face, já bastante desenvolvidas no hospital, assim como a cirurgia da mão, entre outras. Quanto aos procedimentos estéticos e reparadores oncológicos, como as reconstruções mamárias, já temos tradição e posição de vanguarda há muitos anos”, concluiu o Dr. Leonardo Daher.

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O Hospital Daher Lago Sul é referência no Distrito Federal. A unidade funciona há mais de 20 anos, em área nobre do DF, onde o paciente encontra toda a comodidade de que precisa.

Em um mesmo lugar, centraliza atendimentos em diversas especialidades, pronto-socorro, unidade de terapia intensiva, centro cirúrgico, laboratórios, bem como procedimentos modernos e eficazes voltados para o diagnóstico, acompanhamento e tratamento das doenças.

Por promover um serviço humanizado, acolhedor e seguro e, consequentemente, a saúde e o bem-estar das pessoas, o Hospital Daher agora é visto como um Centro de Hospitalidade.

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Brasília é pioneira em técnica que permite reconstrução mamária de mulheres vítimas do câncer de mama.

Aos portadores de câncer avançado, situação ainda tão comum no Brasil, só restavam as grandes amputações, com ingratas cicatrizes residuais e um tórax aplainado. Neste enorme desafio técnico, Brasília foi pioneira: em 1974 já fizemos as primeiras cirurgias do país de esvaziamento da glândula mamária substituindo por silicone, a cirurgia hoje conhecida como “cirurgia da Angelina Jolie”, ou skin sparing, primeiramente no Hospital das Forças Armadas e desenvolvida depois no Hospital Daher. Fizemos no HFA naquela época os primeiros protocolos de cirurgia preventiva do câncer de mama em pacientes de alto risco.

Em 4 de janeiro de 1980, reproduzi aqui a cirurgia que traz a pele do dorso para a parede anterior do tórax, conhecida como técnica de Bostwick. Em 1983, Brasília foi novamente pioneira no país ao reproduzir, pela primeira vez no Brasil, a técnica do americano Hartrampf, que levava tecido do baixo ventre aos moldes de uma abdominoplastia e os fazia chegar à parede anterior do tórax. Demonstramos essa técnica em sete estados brasileiros e em dezenas de simpósios e congressos. Brasília iniciou a disseminação deste fantástico procedimento . Em 1992 apresentamos nossa técnica original dos “retalhos em ilha das mamas”, que publiquei nos Estados Unidos e permitia-nos reconstruir as amputações mamárias parciais nas quadrantectomias. Nós, que só conhecíamos as reconstruções totais, aprendemos a fazer as parciais, hoje usadas em todo o mundo. Dificuldades técnicas superadas, deparo-me ainda com intermináveis filas de mulheres aguardando anos para tratamento. Em certos planos de saúde, cria-se ainda muitas dificuldades para a autorização das cirurgias que, pela grandeza social, deveriam ser estimuladas e ser a bandeira social dos planos de saúde. Esta cidade pioneira, moradia do poder, bem que poderia acordar sem filas e burocracia, diminuindo amputações e sofrimentos. Aí, então, Brasília, que para mim é rosa há 47 anos, ficará definitivamente rosa para todos e para o mundo.

Hospital Daher é destaque em Congresso Internacional sobre Rejuvenescimento Facial

Cerca de 800 cirurgiões plásticos e médicos de Medicina Estética de várias partes do mundo se reuniram, durante uma semana em setembro, na cidade de Cannes, no sul da França, com o importante objetivo de participar do Congresso Internacional Face 2 Face. Nomes renomados e em constante busca de conhecimentos tiveram a oportunidade de trocar experiências de sucesso e debater sobre passado, presente e futuro das técnicas e equipamentos destinados ao rejuvenescimento da face.

A presença do Hospital Daher Lago Sul foi marcante no evento por ter feito a principal apresentação sobre as cirurgias do rejuvenescimento facial, na qual o Dr. José Carlos Daher mostrou toda a evolução técnica deste procedimento em sua experiência profissional, conceituando o Estado da Arte atual neste tema.

O Dr. José Carlos Daher ressaltou a evolução da cirurgia plástica estética nos últimos 40 anos. “Nos anos 70, quando eu comecei ao lado do Dr. Ivo Pitanguy, era uma época em que ninguém aceitava chegar aos 40 anos sem uma cirurgia plástica. Mas os tempos evoluíram e as formas de procedimentos complementares para melhorar a qualidade da pele têm hoje um papel preponderante que consegue manter o aspecto de juventude por mais tempo que antes, protelando as cirurgias de rejuvenescimento facial dos 38/40 anos, para os 48/55 anos.

“Existe uma tendência mundial pelos processos menos invasivos, que hoje são reconhecidos por todos os cirurgiões plásticos. Ainda que o Serviço de Cirurgia Plástica do Hospital Daher opte por técnicas menos invasivas, como a platismotomia fechada (tratamento do pescoço sem descolamentos da área), adotamos também os procedimentos complementares modernos, como o Laser Spectra. Estes raios têm a propriedade do rejuvenescimento por tratamento não cirúrgico, retiram e clareiam manchas e retiram tatuagens, um dos maiores problemas enfrentados pela cirurgia plástica.

“Dentre os procedimentos menos invasivos estão os preenchedores provisórios (absorvíveis) e permanentes, que permitem acabar com todas as depressões e aumentar os volumes da face. Por exemplo, melhorar os sulcos em volta da boca, o popularmente chamado bigode chinês, aquelas linhas de expressão verticais nas laterais, que vão do nariz até a boca. Além disto, a recuperação dos volumes das maçãs do rosto ou outras áreas da face é feita em consultório, traz resultados praticamente instantâneos e não exige o pós-operatório.

“O Congresso foi muito interessante ao integrar palestrantes com diversas tendências, reunindo informações sobre o que podemos oferecer de mais seguro e eficaz aos nossos pacientes”, conclui o Dr. Daher.

Saiba mais sobre o Dr. José Carlos Daher

O início da carreira foi na década de 70, quando se formou pela então Faculdade de Medicina da Universidade do Brasil, atual Universidade Federal do Rio de Janeiro. Em seguida, especializou-se em Cirurgia Plástica com o professor Dr. Ivo Pitanguy.

Tornou-se uma das referências da Cirurgia Plástica e é considerado pioneiro, nesta área, em Brasília. É autor de várias técnicas originais publicadas no país e no exterior. É membro de diversas sociedades nacionais e internacionais de Cirurgia Plástica e Mastologia, tendo sido um dos pioneiros mundiais nas técnicas modernas de reconstruções mamárias, pós-tratamento de câncer de mama.

Saiba mais sobre o Hospital Daher

O Hospital Daher Lago Sul é referência no Distrito Federal. A unidade funciona há mais de 20 anos em área nobre do DF, onde o paciente encontra toda a comodidade de que precisa. Em um mesmo lugar, centraliza atendimentos em diversas especialidades, pronto-socorro, unidade de terapia intensiva, centro cirúrgico, laboratórios, bem como procedimentos modernos e eficazes voltados para o diagnóstico, acompanhamento e tratamento das doenças. Por promover um serviço humanizado, acolhedor e seguro e, consequentemente, a saúde e o bem-estar das pessoas, o Hospital Daher agora é visto como um Centro de Hospitalidade.

Beleza ao alcance das mãos

As mãos podem se tornar um ponto de desarmonia para as mulheres, já que com o passar do tempo várias mudanças, como o aparecimento de pintas, manchas, perda de volume ressecamento, entre outras, fazem com que haja uma procura pelos consultórios de cirurgiões plásticos para recuperar a beleza perdida desta parte importante do corpo. Mas nem sempre o objetivo é alcançado.

O tratamento mais comumente oferecido é o laser, que clareia os efeitos das manchas e ameniza sinais de envelhecimento. Mas tratar apenas a aparência da pele para reduzir consideravelmente as manchas e amenizar as pintas com os modernos tratamentos disponíveis embora importante, não é tudo o que se pode e deve fazer para que a jovialidade das mãos seja recuperada.

Com o passar dos anos e a perda de volume, as mãos ficam com aspecto “esqueletizado”, mostrando veias, tendões, o que compromete, e muito, a parte estética. Para tentar reverter o quadro, a solução oferecida pelo cirurgião plástico Dr. José Carlos Daher, fundador do Hospital Daher, é uma técnica pouco divulgada, mas eficaz para o problema. “A técnica combina a recuperação do aspecto da pele com a ideia da recuperação do volume. Quem conhece uma mão jovem, a das crianças, por exemplo, que não seja túrgida, ’rechonchuda’? Esta recuperação do volume consiste em injetarmos gordura nas mãos, por meio de uma mínima incisão no dorso da mão à altura do pulso.” Ele explica que a gordura é conseguida em qualquer zona doadora do próprio corpo e onde esteja em excesso, já que é uma pequena quantidade, de aproximadamente 60 a 80 ml, como nos culotes, baixo-ventre, face interna das coxas, flancos, entre outras partes. Depois essa gordura é processada para que fique concentrada e é implantada. “Fazemos essas inserções, e o resultado é lindo, pois a reabsorção é rápida nesta parte do corpo”, explica o cirurgião.

Mas a técnica tem suas limitações. Embora o tratamento da textura da pele seja duradouro, em relação às manchas, por exemplo, a gordura injetada será absorvida em quantidades maiores ou menores, dependendo do organismo de cada um, e isto indicará a quantidade de vezes e a periodicidade com que o tratamento deverá ser repetido. Em todo enxerto de gordura, há sempre uma parte que é incorporada definitivamente pelo organismo naquele local. Assim, o procedimento do enxerto de gordura, que é relativamente simples e pouco invasivo, pode ser repetido mais vezes, deixando sempre uma parcela a mais de gordura incorporada.

O pós-operatório não é limitante. Apenas alguns cuidados precisam ser tomados, como deixar as mãos elevadas por um tempo antes de voltar às atividades. O Dr. Daher completa que o resultado, na grande maioria das vezes, é muito bom, e o que vai mudar, dependendo de cada pessoa, é a durabilidade do efeito. “Lembrando que para ser mais eficaz, o ideal é que a injeção de gordura seja feita junto com a aplicação de laser, em momentos distintos, mas de forma conjunta para um resultado que traga perfeita satisfação”, finaliza o cirurgião.

Vício em cirurgias plásticas pode indicar um sério transtorno psicológico

Saiba mais sobre o problema

Com um rosto angelical e cabelos loiros, curtos e despenteados, a talentosa atriz Meg Ryan, que atuou em filmes como “Cidade dos anjos” e “Mensagem para você”, encantou milhares de fãs pelo mundo com seu talento e beleza estonteante. Mas durante a entrega de prêmios Tony Awards, maior honraria concedida ao teatro, o rosto da atriz chamou mais a atenção do que os próprios ganhadores. Tudo por conta de uma série de cirurgias plásticas que fez nos últimos anos, tornando as feições da atriz, de 54 anos, extremamente exageradas, com um rosto repuxado, lábios bem carnudos e bochechas salientes, com aspecto artificial.

Nas redes sociais, muitos internautas não perdoaram e chegaram a compará-la ao curinga, inimigo do super-herói Batman.

Outras personalidades também surpreenderam recentemente pelo mesmo motivo. A atriz Renée Zellweger, eternizada no papel da jornalista Bridget Jones, demorou a ser reconhecida durante um evento realizado em 2014 por conta do excesso de procedimentos estéticos que fez no rosto. A cantora brasileira Anitta, de apenas 23 anos, também vem exagerando e há alguns meses abusou do preenchimento labial.

Os casos de excessos cometidos por várias celebridades, assim como pelos não famosos, podem indicar um transtorno sério, chamado de dismorfia corporal, que ocorre quando a pessoa tem uma imagem distorcida de si mesma e, sobretudo, nunca se satisfaz com os tratamentos estéticos, por melhores que sejam os resultados. Ela pode recorrer a inúmeras plásticas e, mesmo assim, continuar achando que precisa melhorar algo no corpo.

De acordo com o cirurgião plástico e fundador do Hospital Daher, Dr. José Carlos Daher, o problema pode trazer o oposto do resultado que o paciente realmente deseja. “Ao invés de ganhar um rosto ou corpo mais belos e harmônicos, ele pode obter uma aparência artificial e piorada. Além disso, ele pode ter sua saúde afetada, uma vez que cada procedimento traz um risco cirúrgico”, alerta.

Para que o paciente não corra o risco de exagerar e se sinta mais seguro durante a intervenção estética, é recomendado que ele procure sempre um especialista credenciado pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), pois somente eles estão preparados para fazer uma operação com menores riscos e orientar o paciente quando acharem que o procedimento não trará benefícios estéticos. Eles também estão aptos a alertar sobre uma possível dismorfia corporal e indicar um tratamento psicológico a esse paciente, a fim de protegê-lo de danos que podem ser irreversíveis.

De acordo com o Dr. Daher, é imprescindível que o interessado em uma cirurgia plástica escute atentamente o médico e siga suas orientações. “O especialista tem um conhecimento aprofundado sobre proporção e harmonia corporal e sabe quando um procedimento solicitado tem grandes chances de dar errado. Quando o profissional é sério, ele pode inclusive se negar a executar um procedimento onde a relação custo-benefício seja desfavorável e possa causar tristeza, arrependimento ou mesmo resultados artificiais e desgraciosos no seu paciente”, diz o Dr. Daher.

Nem toda cirurgia plástica pode trazer os resultados idealizados pelo paciente

Saiba quais cuidados tomar antes de optar por um procedimento estético

Muitas vezes, quando um paciente procura por um cirurgião plástico, ele já tem em mente como quer ficar e o que deve ser feito pelo especialista para que ele alcance o resultado desejado. Um exemplo é quando uma mulher vê uma linda modelo na capa de uma revista e deseja ter um nariz igual ao dela, mesmo quando o seu rosto não tem as mesmas proporções. Ou quando ela decide resolver o problema de mamas caídas por meio de uma prótese de silicone apenas, quando na verdade é preciso realizar uma cirurgia de retirada de pele, associada ou não ao implante.

Por esses motivos, muitas vezes, o paciente acaba se frustrando quando se consulta com um especialista, pois ele acaba descobrindo que: o resultado idealizado não é possível, é parcialmente possível, não é previsível com exatidão ou o procedimento cirúrgico não será da maneira que ele imagina.

Pode acontecer de um cirurgião menos experiente topar atender ao desejo do paciente, mas, sem a devida discussão e esclarecimento adequados, as consequências podem ser catastróficas, pelo desencontro do esperado e sonhado com o que a técnica pode efetivamente oferecer.

Um dos assuntos mais comentados na internet nas últimas semanas foi o preenchimento labial que a cantora Anitta fez. Da primeira vez, ela obteve um resultado bonito e natural. Não satisfeita, ela teria procurado o especialista pouco tempo depois para que ele aumentasse ainda mais os seus lábios. Ele teria se recusado a fazer, orientando a paciente a esperar por mais um tempo, antes de fazer um novo procedimento. Mas ela acabou procurando outra clínica, que teria feito o preenchimento do jeito que ela queria. Como consequência, o que era para ser uma boca carnuda e sensual, acabou se tornando um lábio exagerado e artificial, que foi muito criticado nas redes sociais.

Para não correr esse risco, o cirurgião plástico Dr. José Carlos Daher, fundador do Hospital Daher, aconselha que os pacientes pesquisem minuciosamente sobre o especialista que irá fazer o procedimento. O médico precisa, por exemplo, ser membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), porque assim o paciente terá certeza de que a operação será feita com mais precisão e que ele será devidamente orientado sobre quaisquer riscos cirúrgicos.

Para se ter uma ideia, o médico recém-formado que desejar ser membro da SBCP terá que fazer especialização de dois anos em cirurgia geral, três anos de cirurgia plástica, em serviço credenciado pela Sociedade e/ou Ministério da Educação, além de ser aprovado em uma prova escrita e oral de alto nível, aplicada pela própria SBCP.

Depois que o paciente escolher o especialista, o Dr. Daher recomenda que ele converse com o profissional sobre todos os seus desejos estéticos e expectativas, e que escute atentamente às recomendações do cirurgião, porque é o médico quem vai saber se o que o paciente quer é viável tecnicamente e se ele vai conseguir obter o resultado que o cliente deseja. “Muitas vezes, o cirurgião pode chegar bem perto do esperado pelo paciente, mas de formas e técnicas diferentes, pois ele tem um limite para atuar. Para isso, o paciente precisa ‘descer das nuvens’ e, após estar ciente de todos os prós e contras do procedimento, entrar em um acordo com o especialista”, orienta o Dr. Daher.

Modeladores que prometem afinar e empinar o nariz não têm qualquer eficácia

O cirurgião plástico José Carlos Daher desmistifica esses produtos, que são muito comercializados na internet

Ter um nariz empinado e harmonioso ainda é preferência nacional. De acordo com os dados da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica, do total de procedimentos realizados no Brasil em 2015, a rinoplastia ocupou a quinta posição do ranking dos procedimentos estéticos mais procurados.

Aproveitando a alta demanda de pessoas insatisfeitas, vendedores de sites de compras na internet estão se aproveitando para vender modeladores, que custam entre R$100 e R$400, e prometem afinar e arrebitar o nariz entre três e quatro semanas de uso.

De acordo com os fabricantes, os adereços são uma alternativa natural e barata à rinoplastia, que pode custar entre R$ 5.000 e R$ 15.000, dependendo do grau de complexidade da operação, renome do médico responsável, custos do hospital e medicamentos necessários.

Os inventores alegam que, como grande parte do nariz é composta de cartilagem, o órgão pode ser moldado gradualmente para a forma desejada, desde que seja aplicada a pressão adequada. Por meio de abas de silicone, alguns tipos de modeladores fariam a pressão ideal na cartilagem e no desenho do nariz, de modo que ele ficaria distribuído de maneira uniforme para ser moldado, o deixando mais fino e arrebitado na ponta. Outros, que funcionam à base de pilhas, se utilizariam de vibrações para fazer a modelagem. Os fabricantes garantem que os produtos não deixam quaisquer sequelas tanto para o nariz, quanto para a saúde.

Mas será que usando apenas esses moldes é possível obter o nariz dos sonhos?

De acordo com o cirurgião plástico e fundador do Hospital Daher Lago Sul, Dr. José Carlos Daher, isso é praticamente impossível. “Esses produtos são um absurdo! A cirurgia plástica busca de todas as maneiras simplificar os processos e obter bons resultados. Todos os procedimentos realizados por ações externas, para tirar a força da cartilagem, fracassam. Isto porque ela tem uma memória própria e volta sempre à forma original.”

Ele explica ainda qual seria a única maneira de conseguir o resultado desejado por meio de forças externas. “Imagino que ações deste tipo só poderiam ter eficácia se aplicadas por anos a fio, desde a infância, por todo um período da vida, onde os tecidos seriam fisicamente contidos, para não se expandir. Da mesma forma como é feito em certas castas chinesas, onde ter os pés pequenos é bonito e elegante. Estas moças precisam usar fôrmas rígidas nos pés, anos a fio, desde crianças, para que eles fiquem atrofiados. Mas é impossível aplicar o mesmo princípio ao nariz, porque ele precisa se expandir e se desenvolver para que o indivíduo possa respirar normalmente. Por esse motivo, essa tática seria absurda”, explica.

Além disso, o nariz também é composto de ossos, na porção superior. Muitas vezes, durante uma rinoplastia, o órgão do paciente precisa ser aberto, para receber pequenas incisões, que vão sustentá-lo, ao erguer a pele do osso e a cartilagem. Outras vezes, também é necessário acrescentar ou remover ossos, cartilagem ou tecido para obter o resultado desejado.

Alguns sites da internet contam com depoimentos de usuários que ficaram insatisfeitos com os modeladores. Um deles é o “Pitacos da Jú”, onde a blogueira relata como o nariz ficou após usar um desses produtos por 4 semanas. “Parei de usar o modelador Nose Up e não vou voltar a usar, pelos seguintes motivos: usei por 4 semanas e não vi nenhum resultado; não há nenhum teste científico que comprove a eficácia; o resultado (se existir) não é permanente, ou seja, se você parar de usar, ele volta ao normal; na embalagem do produto, as instruções são mínimas. É dito basicamente que é necessário usá-lo 15 minutos por dia para o nariz afinar entre 3 e 4 semanas. Eles não dizem se o efeito é permanente e não dão quaisquer garantias”, relatou a blogueira.

Queimaduras: além de deixar marcas permanentes, elas podem matar

Saiba como o cirurgião plástico pode ajudar a vítima

A professora Rosamary Lemes traz há anos no braço direito as marcas de um acidente doméstico. Quando tinha apenas sete anos, a mãe dela saiu de casa, para levar a irmã ao médico, e ela aproveitou para cozinhar. “Peguei uma panela e a coloquei para esquentar com banha dentro. Após alguns minutos, senti um cheiro forte de queimado e corri para apagar o fogo e tirar a panela do fogão. Mas quando segurei o cabo, ele estava muito quente, e acabei jogando tudo na pia. Foi aí que a gordura que estava dentro respingou no meu braço. Eu sofri uma dor terrível”, relata a professora.

Apesar das dores que sentiu, Rosamary teve sorte, uma vez que os acidentes por queimaduras estão entre as principais causas externas de morte registradas no país, perdendo apenas para os acidentes automobilísticos e homicídios, de acordo com dados da Sociedade Brasileira de Queimaduras. Os números também estimam que em torno de 1 milhão de pessoas sejam acometidas por algum tipo de queimadura no Brasil a cada ano, dos quais 200 mil são atendidos em serviços de emergência e 40 mil demandam hospitalização.

As queimaduras são lesões da derme que podem danificar os tecidos corporais e acarretar a morte celular. Elas são classificadas de três maneiras:

1º grau: Ocorre uma vermelhidão no local, seguida de inchaço e dor razoável. Não há formação de bolhas e a pele não se desprende. Não há cicatriz.

2º grau: Há destruição maior da epiderme e derme, e a dor é mais forte. Normalmente aparecem bolhas no local e a pele costuma se soltar total ou parcialmente. Esse tipo de queimadura pode deixar cicatrizes e manchas claras ou escuras na pele.

3º grau: É quando ocorre a destruição total de todas as camadas da pele. Ao contrário do que muitos pensam, a dor costuma ser pequena nesses casos, pois a queimadura é tão profunda que acaba danificando as terminações nervosas da pele. Esse tipo de agressão sempre deixa cicatriz. Pode existir a necessidade de tratamento cirúrgico e fisioterápico para retirada de lesões e aderências que afetem a movimentação.

De acordo com o cirurgião plástico e fundador do Hospital Daher, José Carlos Daher, muitas vezes as pessoas acreditam que o profissional tem poderes mágicos e pode retirar a cicatriz de queimadura por meio da cirurgia plástica. “O profissional dificilmente pode resolver uma ampla cicatriz causada por uma queimadura. Ele pode triar uma pequena cicatriz estreita, quando ele tem a possibilidade de tracionar os tecidos vizinhos e fechar, mas não é possível trocar a pele. A única coisa que a cirurgia plástica pode fazer é liberar as retrações para permitir que a pessoa faça uso pleno das suas articulações. Por exemplo, uma queimadura no cotovelo pode impedir o braço de se alongar. A atuação da cirurgia plástica é para permitir que a função volte minimamente ao normal, pois nunca se recupera o aspecto de uma pele normal. Por isso as pessoas têm que ser conscientizadas sobre os riscos, antes de se exporem a uma situação perigosa”, esclarece o especialista.

O cirurgião plástico lembra ainda que muitas pessoas acendem as churrasqueiras com a garrafa de álcool na mão, e que o risco de uma fagulha respingar no plástico é altíssimo. “Já atendi muitas pessoas que se queimaram gravemente ao acender churrasqueiras, por isso eu sempre alerto para que nunca joguem o álcool diretamente da garrafa, pois o plástico vai derreter na mão, e a queimadura será terrível. A maneira correta para evitar o acidente é molhar um pedaço de papel ou de tecido com o líquido inflamável e então jogar no carvão. Nunca podemos fazer um jato contínuo. A prevenção é a forma mais eficaz de evitar o problema”, alerta.

Por não terem plena noção dos perigos, as crianças são as maiores vítimas de queimaduras. Segundo o Ministério da Saúde, a cada ano são registradas 6 mil mortes e mais de 140 mil internações na rede pública de crianças abaixo de 14 anos, vítimas de acidentes domésticos. Entre os tipos de queimaduras mais comuns entre os pequenos, estão as decorrentes de escaldamento, ou seja, do derramamento de líquido fervente sobre eles.

O Dr. Daher também alerta para as queimaduras elétricas, que também são comuns entre as crianças. “Curiosas, elas podem enfiar objetos metálicos nas tomadas ou levar à boca fios ligados na eletricidade. Além do perigo do choque elétrico, que pode levar à parada cardíaca ou morte por asfixia, a corrente elétrica provoca queimaduras no local de entrada e de saída. Assim, a pequena mão de uma criança poderá ter dedos perdidos ou aleijados definitivamente, assim como os pequenos e delicados lábios poderão ser parcialmente destruídos, com importantes deformidades faciais. Alguns países da Europa, inclusive, determinam que as tomadas sejam colocadas a uma altura de mais de um metro, para proteger as crianças, providência que tomei em casa quando meus filhos ainda eram crianças”, diz o especialista.

Para evitar que as crianças se queimem, siga as orientações abaixo:

  • não deixe que os pequenos corram na cozinha enquanto estiver cozinhando;
  • deixe o cabo da panela virado para o centro do fogão;
  • guarde fósforos e isqueiros em um local seguro;
  • certifique-se de que o gás tenha válvula de segurança;
  • evite que crianças cheguem perto do forno, quando ele estiver sendo usado;
  • tome cuidado com a temperatura da água, quando for dar banho em um bebê;
  • mantenha as tomadas fechadas, com protetores específicos;
  • use fita isolante para fios desencapados;
  • deixe aparelhos desligados, quando não estiverem sendo usados;
  • mantenha longe do alcance dos pequenos produtos como soda cáustica, pilhas, baterias de relógios e de aparelhos eletrônicos, pois eles possuem conteúdo corrosivo;
  • não deixe que eles se exponham de forma excessiva ao sol.

Caso uma pessoa sofra uma queimadura, o indicado é lavar o local, colocar compressas frias para diminuir a dor e o edema. O resfriamento das lesões com água fria é o melhor tratamento de urgência da queimadura. A água alivia a dor, limpa a lesão, impede o aprofundamento das queimaduras e diminui o inchaço.

Caso a queimadura seja mais grave, é recomendado procurar um médico imediatamente, para evitar complicações e garantir o alívio da dor.

Nem toda cicatriz grossa e alta é queloide

Saiba diferenciar cada tipo

Sabe aquela cicatriz que fica grossa, alta, coça muito e tem uma coloração diferente das outras? Ela pode ser um queloide, problema estético provocado por uma produção exagerada de fibras de colágeno durante o processo de cicatrização, que causa dor e coceira. O problema atinge, principalmente, pessoas negras e asiáticas e aparece com mais frequência nos ombros, tórax, na região que fica acima do osso esterno e nas perfurações de orelha.

O queloide é formado dentro dos tecidos e aparece geralmente após cirurgias, feridas ou queimaduras. Ele também pode surgir em decorrência de inflamações na pele causadas por acne, borbulhas ou piercings no nariz e orelha.

Mas muitas pessoas confundem o queloide com a cicatriz hipertrófica, que também fica alta e imperfeita. O cirurgião plástico e fundador do Hospital Daher, José Carlos Daher, explica quais são as características de cada uma. “A cicatriz hipertrófica é aquela que fica mais avermelhada no início e vai ficando branca com o tempo. Ela fica limitada à área do trauma, e, na maioria das vezes, regride com o tempo. Já a cicatriz queloidiana evolui diferentemente. Ela cresce e não para, se tornando parecida com uma grande couve-flor. Além disso, ela coça e dá uma sensação de ferroadas na pele”, explica o especialista.

A auxiliar de enfermagem Arly Macaúba, de 43 anos, sabe bem como é conviver com o queloide. Após passar por uma cirurgia cardíaca, há oito anos, ela precisou lidar por muito tempo com a cicatriz que, além de causar desconforto estético, a fazia lembrar-se do momento traumático pelo qual passou. “Depois da cirurgia, adquiri uma infecção hospitalar e precisaram abrir meu peito novamente, porque ela estava se alastrando. Meu médico me avisou que a cicatriz poderia piorar, e eu falei que tudo bem. Tive muito medo de morrer e não poder mais acompanhar o crescimento dos meus filhos que, na época, tinham 2 e 6 anos. Sofri muito e, toda vez que olhava para a marca, me lembrava desse momento”, conta. Passado o susto, ela decidiu procurar um especialista, seis meses depois da cirurgia, para melhorar a aparência da cicatriz. “Ele me receitou uma pomada e fez aplicações de corticoide a cada 21 dias. A marca não sumiu completamente, mas melhorou 80%”, comemora.

Segundo o Dr. Daher, existe hoje uma gama de tratamentos para o queloide “Ele tem que ser tratado como tumor benigno, com tratamento específico. Na maioria das vezes, é indicado o uso do corticoide de triancinolona injetável, que faz com que a cicatriz pare de coçar, quando for o caso, e murche. Dependendo do grau, é possível fazer a retirada por técnicas próprias de ressecção cirúrgica, que vai remover parte do tecido em excesso, e fitas adesivas de silicone, que vão comprimir a região operada, evitando a produção excessiva de colágeno e reduzindo o fluxo sanguíneo”.

Quando o paciente já tem histórico de queloide e vai passar por uma cirurgia, é recomendado que ele alerte o médico, para que ele possa tomar as medidas preventivas. Foi o que Arly fez quando precisou passar por uma abdominoplastia no ano passado. “Durante a operação, o cirurgião fez a profilaxia com uso de corticoide, e, depois, continuei fazendo o tratamento em casa. Mesmo tendo queloide, a cicatriz ficou quase invisível”, diz.