Profissionais capacitados e técnicas modernas garantem resultados satisfatórios na cicatrização em cirurgias plásticas

Em 2013, pela primeira vez, o Brasil superou os Estados Unidos como líder mundial em número de cirurgias plásticas, conforme dados divulgados em julho deste ano pela Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (Isaps, na sigla em inglês).

Por se tratar de um procedimento para corrigir formas e embelezar, a preocupação com a cicatrização fica em primeiro plano. Isto gera a necessidade de uma atenção especial, já que o resultado depende de fatores que vão desde características pessoais, passando pelo pré e pós-operatório, e outros conhecimentos técnicos. “Por isso, quando as pessoas têm uma pintinha no rosto, por exemplo, devem avaliar se vale a pena tirar, pois a cicatriz pode ser bem maior e visível”, explica o cirurgião plástico, chefe de cirurgia plástica do Hospital Daher, no Lago Sul, José Carlos Daher.

Ainda de acordo com ele, a cicatrização é um processo fundamental para manter a integridade do corpo humano. “Toda vez que ocorre um corte na pele, uma escoriação ou uma área queimada, uma série de processos orgânicos se instalam no local para tentar recuperar o tecido que foi lesado”, completa o Dr. Daher.

Algumas cicatrizes formadas por esses traumas quase não deixam vestígios. Mas, em alguns casos, são muito extensas e podem atingir a auto-estima. A arte do cirurgião é descobrir uma maneira para que essa cicatriz fique o menos visível possível.

A dica do Dr. José Carlos Daher é que a cicatriz fique localizada na linha de tensão mínima. “Qualquer cicatriz que seja vertical à linha de tensão mínima quase sempre não vai dar um bom resultado. Como numa cesariana, quando se faz uma incisão vertical, técnica usada por algumas escolas mais conservadoras na Europa, deixando resultados feios”, orienta.

Hormônios que fazem a diferença

Fatores hormonais, na mulher, como a presença da progesterona, entre outros, durante a gravidez, também podem contribuir para a formação das cicatrizes, que tendem a ficar vermelhas e muito inchadas: são as cicatrizes hipertróficas. “Em termos de resultados gerais, a adolescência é a melhor fase para uma cirurgia pela higidez da pouca idade, mas é a pior para a cicatrização, sob o ponto de vista estético. A juventude produz cicatrizes muito vigorosas, exuberantes, hipertróficas e feias, demandando um tempo que vai até 18 meses para que regridam e se tornem riscos brancos. Já as mulheres de meia idade possuem melhor cicatrização”, conta o Dr. Daher. O local do corpo onde é feita a cirurgia também pode contribuir para o resultado da cicatrização. “Os melhores lugares são a face, o nariz, o abdome e as mamas. As regiões piores são a pré-esternal (entre as mamas), o ombro e a parte superior das costas”.

Quelóides e cicatrizes hipertróficas

Uma das maiores preocupações quando se fala em cicatrizes é a formação dos quelóides, que seria uma grande cicatriz, vermelha e inchada, na visão dos leigos. Mas o Dr. Daher explica que, na maioria das vezes, o que se tem não é um quelóide, mas uma cicatriz hipertrófica, que acontece por volta do 30º dia da cirurgia plástica e que pode durar de 6 meses a 2 anos. “A diferença entre essa cicatriz e o quelóide é que este último, tão temido, é uma marca que não para de crescer, como uma lagarta grande”, exemplifica o cirurgião.

Só um médico pode avaliar se é realmente um e não precisa esperar este tempo de até 2 anos e o tratamento é feito com injeções de corticóide direto na cicatriz. O acompanhamento do profissional dará esta dimensão para o diagnóstico. E, no caso das cicatrizes hipertróficas, não se deve usar da injeção de corticoide e o tratamento são as massagens e esperar por 18 a 24 meses

Quando falamos de cicatrizes, não podemos deixar de citar aquelas deixadas por acidentes com queimaduras, uma das piores cicatrizes, impossíveis de serem removidas por completo, mas passíveis de tratamento. Uma das novidades, descoberta nos últimos 5 anos por meio da prática médica, é que injeções de gordura retirada em lipoaspiração podem melhorar consideravelmente a recuperação dessas cicatrizes. “É o que há de mais moderno na área de tratamento de cicatrizes”, explica o cirurgião.

Para resumir, ele revela uma maneira para se obter uma boa cicatrização em uma cirurgia plástica: “As cicatrizes dependem destes fatores todos, mas é claro que existe também a técnica. Usar uma técnica de costura delicada e com fios e materiais de ótima qualidade é onde o cirurgião se diferencia”, reforça o Dr. Daher.

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